Diz o grande e insuperável Analista de Bagé, que “más sagrado que Deus e mãe, só dívida de jogo“. Gaúcho uma barbaridade, sustentava o freudianismo ortodoxo e o fio do bigode. Prometeu tem que cumprir.
Uma pequena pausa para que você, ciente de que o conteúdo é impróprio para menores de dezoito anos, assista este vídeo:
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Vamos aos fatos:
- O cara estava bêbado, mas não estava doido. Se não come cocô nem rasga dinheiro, tá lúcido.
- Ele não tinha muita coisa na mão. Tinha um AS, que poderia ser superado por um dois, por um três e, claro, qualquer outra manilha (ouros, espadas, copas e paus, também conhecido como ZAP ou GATO).
- Ele não estava em condições emocionais de blefar.
Durante minha vida estudantil, nos intervalos de aula, joguei muito truco. Lembro que na hora do lanche (recreio) onde o tempo voava entre uma rodada e outra de truco. Baralho espanhol era ítem indispensável em nossas pastas. Aquilo era como uma religião. O bom jogador de truco no colégio era como o bom jogador de futebol, cada espécie no seu reino, respeitado tal e qual. Por isso, levávamos a sério. E poucos momentos vi alguém “trucar” (expressão usada para dizer que queremos aumentar o valor da rodada) tão veementemente como este sujeito embriagado o fez.
Tá, já vi blefes parecidos. Mas quem tá bêbado não blefa. Quem tá com carta ruim e com o rabo a beira da desvirginização não comete uma imprudência destas, pedindo SEIS, NOVE pontos, imputando àquela rodada a decisiva do jogo sem ter uma carta poderosa, já que o jogo vai até 12. Mas aí fica a dúvida: será que ele estava querendo ser prudente? Acho que é devaneio demais por um bêbado enrabado. TRUCO!
Achei o vídeo no GrandeAbobora
Nussa! Acho que ele estava querendo perder…
Se empolgou demais pra contar a estória… huahauah