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Taxitramas: O diário de um Taxista

Eu tenho uma verdadeira bagagem quando o assunto é Taxi. Já perdi as contas das vezes em que fui boneco (passageiro de taxi, para os leigos), em que precisei de um chofér de praça para ir aqui ou acolá. Meu pai nunca teve carro e quando o ônibus não era viável, na época das vacas-gordas, até tinhamos conta com o Ciro, filho do também taxista e já falecido Seo Carreirão, ambos ali do ponto do Hospital Florianópolis. Tinha também o Noivinha e o Jair, da Francisco Tolentino. Na Waldermar Ouriques tem o Celera, que as vezes dá uma pescada no Angeloni, onde muito o encontro e cumprimento na boléia da Fiat Pálio Weekend do seu Ivo. Este ainda vez por outra me leva lá pra empresa quando o Golzinho Mil dá pau e o Mazinho, meu tio taxista, ou o Xuxa, também conhecido por Niltinho da Viola (substituto do Beto Macumba), estão levando algum treco no aeroporto.

Como usuário antigo dos táxis, acabei criando uma simpatia grande por este povo que, mais das vezes, é gentil, simpático, ordeiro e bom cidadão no trânsito. E essa admiração fez-me criar simpatia por outro taxista, um de Porto Alegre. Não, não peguei o táxi dele. Aliás, o único táxi que peguei em Porto Alegre deve fazer uns dezesseis anos, quando fui com a família pagar promessa no famoso Padre Reus, em São Leopoldo (terra do Marcus e região metropolitana da capital). Na ocasião, uma Fiat Elba laranja nos levou da rodoviária até o Hotel Santa Catarina (ainda existe?).

Mauro Castro
Mauro encilhando o seu “pingo” motorizado

O taxista de quem falo hoje é também escritor. Mauro Castro Tem um blog, escreveu um livro e é colunista do jornal Diário Gaúcho, do Grupo RBS. Como ele mesmo diz, “taxistas são terríveis: reparam em tudo! Alguns, o que é pior, ainda escrevem na Internet!“. Conheci o blog dele na semana passada, no início do feriadão, através da minha namorada que por sua vez o achou nos feeds da vida. O Taxitramas me rendeu momentos de boas gargalhadas e até um pouco de suspense (como no caso do velho e a da prostituta-amante). Ah! como eu queria que o Seo Carreirão fosse vivo e fizesse um blog e contasse as histórias do seu Fiat 147.

O Taxitramas já está comprado, resta agora aguardar e ler o restante das histórias que, se forem tão boas quanto as do blog, o próximo fim-de-semana já tem programa marcado: chimarrão, costela gorda e história de taxista.

A propósito, vocês podem comprar o livro do Mauro Castro na Livraria Cultura, na Editora Sulina e nas Livrarias Saraiva.

PS: o preço é muito bom, nada de bandeira 2. Se você comprá-lo por aqui, avise-me pra eu cobrar dele depois uma dedicatória especial, afinal, o gaudério já tá mais famoso e faceiro que lambari em sanga.

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4 comentários em “Taxitramas: O diário de um Taxista”

  1. 1
    José Vitor:

    Adoraria assinar o feed mas não o encontrei. A Patroa poderia compartilhar o link? :D

    Saudações!

    [Responder]

  2. 2
    Renata:

    Também não encontrei onde assinar os feeds do Taxitramas, o que é uma pena. Não é a melhor solução, mas o blog foi pros favoritos, pelo menos pra ler de vez em quando.

    [Responder]

  3. 3
    Sara:

    Já li o livro do Mauro (Taxitramas) e posso garantir que você fez uma bela aquisição, com certeza te renderá bons momentos de diversão!

    [Responder]

  4. 4
    5 livros que eu gosto e outro que eu deixaria de comida pras traças:

    [...] recebi e li nesta última semana. Taxitramas é uma compilação dos contos de Mauro Castro, taxista portoalegrense que também é escritor de [...]

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