Blog do Becher

 

Notebook Intelbras N6000W

Na semana retrasada, trafegava pela BR 101 em direção a um município vizinho e, quando passava em frente a sede da Intelbrás, comentava o salto que a empresa que outrora fabricava apenas centrais telefônicas e aparelhos de telefonia fixa dava no mercado da tecnologia. Hoje é comum ver nos panfletos e tablóides de lojas de departamento como as Americanas ou Ponto Frio, por exemplo, destaques para aparelhos celulares, modens e roteadores para ADSL, soluções para redes sem fio, CFTV, soluções de segurança eletrônica e até computadores portáteis da Intelbras. Ontem mesmo, folheava um deles, e simpatizei por um aparelhinho de celular com flip, MP3 player, MP4, câmera de 1.3mega pixel e o escambau.

Em paralelo à leitura do anúncio, recebia na minha sala no trabalho um Notebook branco, bem jeitosinho, até, bastante leve e, minutos depois, notei ser rápido e estável. Trata-se do Intelbras Portátil N6000w, com processador Intel Core 2 Duo, 2 gb de memória RAM DDR 2, 120gb de HD, WebCam de 2.0 MP integrada, DVDRW, Wireless, display de 12,1 polegadas widescreen e, pasmem, até Digital Fingerprint (leitor de impressão digital) pra ajudar na segurança.

Dando uma analisada a fundo no material disponível na Web, pude constatar que o bichinho é produzido pela Nova Computadores, aquela mesmo que eu já relatei em posts passados não facilitar a divulgação dos drivers de instalação. Não hoje se mudou, mas todos os dias ainda recebo pedidos de drivers da Nova por e-mail. Entretanto, com este Intelbras, o cliente que me passou pra fazer a instalação do Sistema Operacional, além do CD de recuperação do sistema operacional pré-instalado, veio acompanhando um CD com todos os drivers necessários para a instalação dos principais sistemas, como o Windows XP (Home e Professional), Linux e etc.

Gostei do aparelhinho, mas o preço ainda é salgado. Aliás, fico me perguntando: parece que quanto menor a tela do coitado, maior o preço. Por que isso? Não devia ser o contrário? Fiz algumas consultas e ele chega até o módico valor de R$2.799,00. Quase três paus por apenas 12 polegadas de “monitor”, enquanto um Vayo com 17” com o mesmo widescreen sai por pouco mais que isso. Bah!

Bem que a Intelbras poderia me dar um de brinde pra testar, né? Sonha, Marcelino…

Reminiscências de um Porto Alegre

Exatamente às 23 horas e 55 minutos de sexta-feira, 22 (ontem), deixava a Rodoviária de Porto Alegre o Ônibus da Eucatur 1600/962 com destino à Florianópolis, com a Renata, comigo e nossos recuerdos de três dias excelentes na capital dos rio grandenses.

Das coisas que não têm preço:

  • Antes, porém, participar de um coquetel não só com César Oliveira e Rogério Melo, mas com monstros sagrados da música crioula como Mauro Moraes, Daniel Torres, Juliano Gomes, Luciano Maia, Rogério Villagrán entre outros;
  • Participar de um programa de rádio como entrevistado, falando “oióió” e “táx tôlo” pra todo o Rio Grande do Sul pelas ondas da Rural 1120 AM e, além de não ter vergonha disso, ser elogiado pela cultura açoriana;

  • Sentir o minuano gelado cortando as ventas, aquele que tanto ouvia nas músicas do Teixeirinha na aurora da minha vida, e não achar ruim;
  • Caminhar de camiseta no Parcão numa temperatura de 12º, sensação térmica MUITO menor por conta do vento e da sombra, e achar graça;

  • Almoçar no Galpão Crioulo (Parque Harmonia) e no Roda de Carreta (35 CTG) e ter a certeza que eu comi a melhor costela bovina da minha vida;
  • Participar do Cevas & Blogs original e conhecer vários blogueiros que você todos os dias via feeds e, sobretudo, descobrir que o mundo não acabou por causa disso.
  • Comprar o novo CD do Marcello Caminha, o mestre da guitarra criolla, com uma baita dedicatória e escrever este post ao som de Sielva Misionera, uma Polca Paraguaia flor de especial.

Do que não fez eu sentir saudade de Florianópolis:

  • Os shopping considerados decentes são realmente decentes e os bandos de moleques mal trajados e arruaceiros, comuns por aqui, são coibidos por NORMA lá;

  • Andar de taxi não é sinônimo de status. Pelo contrário, você não deixa seu salário do mês empenhado se usar apenas este meio de transporte pra se locomover, não precisa ficar dez minutos até conseguir falar com o operador do rádio-taxi e menos ainda precisa esperar horas até ele chegar;
  • Tomar chimarrão ou usar uma boina com buttom do brasão do estado não é motivo de chacota. Andar pilchado até os dentes menos ainda;
  • A rodoviária é segura e você pode levar sua bagagem sem ficar paranóico como na rodoviária de Florianópolis, tomada pelos trombadinhos e pedintes que usam-na para dormir sem qualquer repressão da guarda;
  • Ter várias opções de serviços, típicos de cidade grande, sem ser alvo de olhos-grandes do turismo;
  • Descobrir que o Burger King, apesar de mais caro, é bem mais gostoso que o McDonalds, porém isso não é privilégio de catarinense.

  • O típico manezinho florianopolitano é recebido lá com bastante cortesia, o que nem sempre é uma afirmação verdadeira quando colocada da forma inversa.

De volta à realidade, resta colocar o trabalho em dia para que, sabe-se lá quando, eu posso repetir tudo isso.

Propagandas do TSE: 4 anos é muito tempo

Existem coisas que não cabem a um órgão público. Uma delas é gastar rios de dinheiro servindo cafezinho pra aspones e demais folgas nas autarquias Brasil afora. Mas a pior delas, na minha opinião, são órgãos como Assembléias Legislativas e Senado Federal gastar com propaganda. Pra que diabos o Senado, por exemplo, quer fazer propaganda? O que vai divulgar a campanha? Venda de senadores? Só pode. Não há o que divulgar, todo mundo sabe que existe uma câmara de deputados em todas as unidades federativas, e eles estão lá, pelo menos na teoria, pra servir o público. Não há necessidade de dizer: “Olha gente, existe um Senado!”

Existem propagandas que são essenciais. O Ministério da Saúde se vale de muitas delas para informar o cidadão, geralmente em horário nobre, e não custa barato. A campanha da vacinação contra a Rubéola, tão em voga no momento, por exemplo. Faz toda a diferença.

Outra que me chamou a atenção não só pela utilidade, mas também pela criatividade, vem do TSE. Aliás, outras, porque são vários comerciais circulando em diversos horários ostensivamente. O primeiro que assisti foi a do rapaz que pára com o carro num cruzamento de uma ferrovia. Assista:

Tem também a do cometa e da lamparina…

Existem, ainda, outras versões. Não achei no YouTube, mas são tão criativas e até melhores que estas duas.

A mensagem que o TSE quer passar é importante. Por mais que eu não acredite que isso seja suficiente pra que a grande massa da população mude ou comece a pensar um pouco melhor na hora de escolher um candidato, é válido. Não é um dinheiro gasto à toa. Uma parcela, com certeza, vai ser “tocada” pelo vídeo e entender que dia das eleições DEVE ser tão sagrado quanto uma final de Copa do Mundo, um momento a ser comemorado não somente pela democracia, que seria a OPORTUNIDADE de escolhermos nossos representantes, mas pelo DEVER CÍVICO de fazer isso, para nós e para o coletivo. Discordando, sim, combatendo princípios errados e refutando idéias furadas, SEMPRE, mas fazer não pela obrigação de apertar duas ou três teclas da urna eletrônica e não levar multa, e sim pelo DEVER.

Há uma linha tênue que separa uma OBRIGAÇÃO de um DEVER, e vai além de características gramaticais e fonéticas. A maioria não está nem aí, é claro, mas eu gostei. E senti-me um pouco menos trouxa por financiar com o dinheiro dos meus impostos pagos uma propaganda criativa, inteligente e útil.

Minha jangada vai sair pro mar…

Eu devia ter uns 10 ou 12 anos, algo assim. Foi no mesmo ano em que ganhei um prêmio de literatura na Escola de Educação Básica Jornalista Jairo Callado, onde cursei o ensino fundamental. Na época, chamávamos de primário. No mesmo lugar da premiação, inclusive, a Biblioteca Municipal Barreiros Filho, pertinho aqui de casa, convidaram alguns alunos da escola pra uma Oficina de Teatro.

É certo que eu não levava jeito praquilo, assim como não levo jeito pra literatura. Não fiquei muito tempo na tal oficina de teatro, mas adorava passar pelo menos uma manhã da semana com os colegas fazendo algo mais cultural que jogar bola no campinho atrás da própria biblioteca. As aulas sempre começavam com uma brincadeira de roda ao som da música Suíte dos Pescadores:

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer
Adeus, adeus
Pescador não se esqueça de mim
Vou rezar pra ter bom tempo, meu bem
Pra não ter tempo ruim
Vou fazer sua caminha macia
Perfumada de alecrim

Essa letra é de Dorival Caymmi, que também escreveu outras famosas como Marina (Marina Morena), Maracangalha (Típica!) e O Que é Que a Baiana Tem? (o link é meramente simbólico, se você não conhece esta, nasça denovo).

Dorival Caymmi faleceu na manhã deste sábado, 16 de Agosto, aos 94 anos de idade por falência de múltiplos órgãos. Este blog o homenageia e dedica este post à memória do poeta musiqueiro, que há de ser lembrado pelas doces manhãs das inacabadas aulas de teatro.

Crédito da foto

O Campo, Cevas & Blogs e turismo

Até que enfim aconteceu alguma coisa diferente na minha vida, senão faltaria pauta pra colocar aqui.

Há mais ou menos duas semanas fui convidado por César Oliveira e Rogério Melo, dupla de música folclórica gaúcha, a comparecer no Lançamento do DVD O Campo. Não foi um convite simples, um .jpg anexado num e-mail e enviado para uma rede de contatos, foi um convite pessoal e com direito a passagens aéreas e hospedagem. Aproveito e uso este espaço para agradecer publicamente aos dois, à De Fronteira Produções Artísticas (empresa que administra os assuntos do dueto) e à Mônica Boeira, que trabalha com a dupla e é locutora da Rádio Rural (1120AM) pelo convite. Este blogueiro, que começou com um simples blog/diário falando sobre o trabalho dos dois e hoje é referência no ramo e uma revista eletrônica oficial, fica muito envaidecido!

Como vocês sabem, eu sou o gerente da filial catarinense do Cevas & Blogs, um evento genuinamente sul riograndense e criado por Daniel Bender. Mas como alguns de vocês também já estão carecas de saber, Bender e eu somos a mesma pessoa. Como bem disse o Janio, “O mundo está prestes a ver a mais bem sucedida experiência científica, qual jamais poderia a ovelha Dolly sonhar em participar!“. Aparecer no Cevas & Blogs 5 é algo inusitado que as leis da física insistem em discordar.

O Cevas & Blogs 5 vai acontecer no Cavanhas. Quando conversamos, Janio, Bender e eu mesmo no MSN ontem (ou seja, uma conversa a dois!), uma das exigências que fiz foi que pudesse experimentar o famoso xis de 4 queijos que o gordo barbudo arrotava enquanto instalava o servidor da Via Hospedagem. Não só por mim, mas minha namorada anda com desejo. Então, cidadãos porto-alegrenses, pilchados ou não, convido-vos para que as 19h estejam presentes no Cavanhas, da rua General Lima e Silva, 274 (maiores informações aqui).

Quero aproveitar um pouco da quinta e da sexta para conhecer alguns locais que sempre quis ir, como a Fundação Vitor Mateus Teixeira (Teixeirinha), na Andrade Neves, talvez dar uma volta de taxi com o taxista/blogueiro/escritor Mauro Castro, tirar umas fotos do pôr-do-sol no Guaíba, visitar o Gigante da Beira-rio, almoçar no 35 CTG (Churrascaria Roda de Carreta) e etc.

E acaba aqui este post totalmente ego-trip.

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