Eu não creio que a inclusão digital seja um problema. Não sendo no meu, tá tudo certo. Brincadeiras a parte, realmente acho que a inclusão digital não é um problema. O problema é a forma que ela acontece. Facilitar a venda de computadores, seja por incentivo fiscal barateando um kit de gabinete, monitor, teclado e mouse, seja oferecendo condições de pagamento melhoradas e com juros baixos. Prestações a perder de vista possibilitando um carroceiro ter um PC não inclui ninguém digitalmente. Não é preconceito. Mas dizer que um cidadão é capaz de TER um computador é completamente diferente de estabelecer que um cidadão é capaz de USAR um computador.

O fato de você ter uma máquina rodando um sistema operacional qualquer não lhe habilita para pular de site em site com segurança e comodidade. Mais das vezes, o que deveria ser uma ferramenta acaba se tornando uma arma com poderio suficiente para causar grandes estragos dentro de uma família. Enquanto o Sr. João, aposentado e com um “PC Para Todos” financiado sob o seu benefício do INSS, pensa que o pequeno Douglas está realizando pesquisas em enciclopédias digitais e visitando o museu do Louvre virtual para aquele trabalho de Artes, o jovem rebento já tem perfil no Orkut, conversa com pedófilos em potencial, se relaciona com estranhos, faz uma busca no Google com o termo “como fazer sexo” e consome uma quantidade estrogonófica de pornografia que deixaria a Leila Lopes ruborizada.

Sr. João: eu tenho duas notícias para o Sr. Como manda aquele velho clichê, uma é boa e outra é ruim. E eu vou dar a ruim primeiro porque não quero estragar a boa antes da hora: nenhuma proteção que possa ser instalada no computador é tão eficiente quanto a educação que o Sr. dá para o pequeno Douglas. Muita conversa, muitos ensinamentos e, principalmente, muitos exemplos as vezes não são suficientes para manter uma criança no caminho reto. Quem dirá um programa de computador.

Mas a boa notícia é que o Sr. pode ajudar a COIBIR a curiosidade do pequeno Doug pelas coisas da vida antes da hora, deixando que ele descabele o palhaço off-line e sonhe com a sua coleguinha evoluída, ao invés de se expor realizando suas fantasias com um marmanjo travestido de Gatinha_Gostosa_22 (nicknames, ou melhor, apelidos usados por pedófilos para atrair garotinhos indefesos nas salas de bate-papo).

Vamos botar a mão na massa! Se o Sr. estiver achando a imagem muito pequena, pode clicar com o mouse em cima dela que ela aumenta.

Como Proteger a Navegação do seu filho

Pra começar, o Sr. vai abrir o Navegador (provavelmente o Internet Explorer 7), aquele programa que vocês usam para navegar na Internet que tem um ícone azul, uma letra E. Depois disso, o Sr. clica no menu “Ferramentas” e logo em seguida “Opções da Internet”. Vai abrir uma janela parecida com a de cima, então o Sr. procura a aba “Conteúdo”. Como vemos na ilustração, o Sr. clica no botão Habilitar.

Após clicar em “Habilitar”, aparecerá essa janela. Na primeira aba, grifada em vermelho, “Classificação”, você não precisa alterar nada, se quiser que a proteção seja BEM rígida. Aquela barrinha horizontal, movendo-a para direita, vai tornando a classificação “mais leve”. Mas não é o caso. Você vai poder alterar mesmo é a seguinte tela…

Aqui você vai colocar sites que são previamente liberados ou bloqueados. Mostrando um exemplo prático, eu digite na caixa “Permitir este site” o endereço www.sexo.com.br e cliquei em “NUNCA”. Assim, seu pimpolho não pode visualizar aquele site.

Entretanto, na Internet existem bilhões de endereços. Se o Sr. quiser preencher todos eles, acho que vai se cansar um pouco. Por isso, nós selecionados na tela anterior a máxima proteção. Assim, quando o Internet Explorer julgar que um site tem conteúdo inapropriado, ele vai soliciar uma senha para acesso que SÓ o Sr. terá, e pode ser criada nesta janela:

O programa vai soliciar, Sr. João, que você coloque a senha que o Sr. vai usar para liberar acesso ao seu filho, duas vezes e vai pedir também uma dica, uma forma de lhe lembrar a senha caso o Sr. esqueça. Mas eu lhe aconselho a anotá-la num lugar seguro onde, obviamente, o seu filho não tenha acesso.

Feitas essas configurações, o Sr. pode clicar em “OK”. Para fazer um teste, tente acessar um site digitando naquela caixinha superior o endereço www.playboy.com.br e apertando no “ENTER” do teclado. Vai aparecer a seguinte janela:

Ele vai pedir a senha, já que é um site bloqueado. Se o seu pimpolho não souber a senha, ele não acessa. O Sr. já pode dormir tranquilo, logo após uma longa conversa de conscientização com o seu pimpolho e esta configuração funcionando no seu navegador.

* Este post faz parte da campanha Movimento Blog Voluntário. Participe também!