Maldita globalização

A globalização, como chamam esse lance de tudo estar perto, no frontiers, etc., não tem só pontos posivitos. A contra partida de ficar tudo mais fácil de acessar, de chegar, de conhecer e interagir, seja com pessoas, bens materiais ou conhecimento, é que todo mundo acha que tem o direito de se meter na sua vida.

Claro, tem gente que gosta de ter a vida violentamente invadida e que coloca sua privacidade no mesmo recipiente onde deposita fezes e dá descarga mas não, não estamos falando de Big Brotherers (plural proposital).  Falo de acontecimentos que aparecem na mídia seja ela impressa, televisiva ou Internética. Até hoje recebo comentários num post sobre aquele menino João Hélio, o carioca que foi sequestrado e arrastado no carro dos bandidos pelo cinto de segurança até falecer.

Vez por outra vem alguém pedir o e-mail da mãe do rapaz (não, eu não tenho, óbvio!) pra mandar mensagens de paz, de conforto, de alegria, de perseverança ou qualquer outra besteira que tenha ouvido num centro espírita ou recebido via PowerPoint no seu vébimêiou. Eu não quero e nem vou servir de porta-voz da mãe do guri, mas bolas, por quê todo mundo acha que ela está precisando de ajuda? Será que, apesar de tudo, ela não quer esquecer que algo de RUIM aconteceu e tocar sua vida lembrando apenas de coisas BOAS do garoto? E que receber mensagens de CONFORTO seria uma demonstração de PENA e faria ela recordar de todo aquele INFERNO que eles passaram?

Não, me perdoem pseudo-espirituais-solidários. Vocês NÃO vão prestar um bom serviço para a família da vítima.

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5 Responses to “Maldita globalização”

  1. Seu desalmado sem coração! Mesmo assim tá perdoado.

  2. Ricardo Rayol disse:

    Como psicógrafo do maior representante vivo do esoterismo oportunista tenho que dizer que a verdade dialética está onde está. A punjança perene de seres iluminados que querem ajudar é vivamente explorada pelo verdadeiro caminhante de fé, trazendo-os para o seio da Hector Hereeye Foundation, a maior organização do mundo neste campo.

  3. Diálogo importante:

    Fernando “o Pandão” – Mas caro Coisa-Ruim, você mesmo acha que o Becher vai pro inferno?

    Diabão – Bom, acho que não…

    Fernando “o Pandão” – Poxa! Que bom! Pois ele é bacana e…

    Diabão – Ah! Deixa disso…

    Fernando “o Pandão” – Então o quê?

    Diabão – É que se ele for pro inferno, vai me substituir…

    Fernando “o Pandão” – Ahhhh…

    Então, Becher, me senti na obrigação de lhe falar sobre esse papo… hehehhehehe

  4. Sério agora…

    Tem toda razão, cara… E outra, se as pessoas acreditam mesmo, com aquela fé da mais romantica, ela não precisa nem passar perto da família do menino. Simplesmente reza por ele e pra família e pronto… acho que funciona assim…

    []s

  5. Daniel Becher disse:

    Boa! hahaha

    Que nada, só acho que a moça já sofreu demais por conta do filho. O povo gosta de ficar martirizando essas coisas :P

    []s

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