O dia amanheceu alvinegro. Os tons de cinza prenunciavam além de uma frente fria, chuva e ventania, a partida de logo mais as 21h45m no Maracanã entre Figueirense e Botafogo. O céu florianopolitano atende as cores de ambos clubes, mas tem um detalhe muito importante: o vento. O vento sul é um vento típico e conhecido por trazer frio à capital dos catarinenses. No Rio Grande do Sul é conhecido por minuano e há muito tempo ele não aparecia como hoje, justamente hoje.
Tá, e o que tem a ver o vento? O Figueirense tem como mascote a Figueira. Mas é conhecido também por Furacão, o Furacão do Estreito.
Superstições a parte, o Figueirense tem tarefa difícil no Mário Filho. E pode empatar. Isso é perigoso. Precisa ser tão cauteloso quanto foi no Orlando Scarpelli elevado à quinta potência.
Mas o importante é que todos os corações estarão voltados à bandeira localizada no Scarpelão, assim como o muçulmano o faz quando ora à Alá, com os olhos em riste no horizonte à Meca. Essa religiosidade toda se deve ao fato de que nunca o Figueirense fora tão longe numa competição nacional. Se passar pelo Botafogo, lhe aguarda o Fluminense ou Brasiliense pra fazer o jogo final.
O meu coração está exultante, inquieto, fazendo correr nas veias o sangue preto e branco e este órgão pode sofrer influência hoje a noite quando a bola estiver rolando e os últimos noventa minutos – da partida de cento e oitenta – decidem tudo.
Meu palpite? Botafogo 1×1 Figueirense.
Palpite do jogo Brasiliense x Fluminense? 1×0 pro time do Distrito Federal que o classifica para disputar com o Figueira a final.