Deu. Chega.

Ainda não deixaram aquele maluco que resolveu se suicidar com balões morrer em paz? Ainda estão buscando o infeliz esperando que ele esteja numa ilha perdida no meio do nada, no melhor estilo Johnny Castaway, fazendo festa, barbudo e colhendo côcos intermináveis de um coqueiro eternamente frutífero?

O cara resolve pegar um monte de balão de alguma festinha de aniversário, tenta voar com eles abaixo de mal tempo, não sabe usar um GPS e sequer tem um telefone por satélite suficientemente carregado e com autonomia pra pedir ajuda, e mandam aviões, helicópteros, barcos, lanchas e sei lá mais o que atrás dele?

Amanhã meu carro pode não pegar porque é um tanto quanto velho, os Senhores sequer me darão uma carona pro trabalho? E olhe que eu não estou querendo fazer sensacionalismo barato, quero apenas ir trabalhar. Vão?

Ah, faça-me o favor. Meu bisavô, pescador, com 30 anos de profissão e 7 filhos em casa passando fome, certa feita saiu pra pescar, teve um mal súbito, caiu na água e morreu afogado. Sequer teve um filho da puta que fosse atrás dele. Acharam o corpo dele cinco dias depois num lugar distante e fim.

E o pior não é isso. Li em algum lugar que a família e o círculo de amigos/conhecidos estavam se reunindo pra rezar pelo aparecimento dele. Que tipo de padre ele é que não moral com o barbas-brancas lá em cima? Encheu o saco, deixa o cara virar comida de Marlin Azul em paz e poupem-se de idiotas que querem aparecer. E insensível é puta que te pariu.