De caça-paraquedistas à cliques acidentais
Eu tava prendendo o grito faz tempo. Tava segurando as pontas pra não ter que vomitar meus achismos sobre visitantes paraquedistas e coisa e tal. Mas como eu acordei com o pé esquerdo e estou sem sugestão de pauta (porque falar da baleia Minke não foi lá grandes inspirações), vamos entrar no mérito da questão.
O que me motivou a escrever sobre isso não foi originalmente constituido em cima de paraquedistas, de escrever TAMBÉM para eles. Foi sobre um bando de vagabundos que não tem o que fazer durante o dia, e sua tia de criação (o que talvez explique a viadagem) os podam não deixando eles ficarem o dia inteiro coçando os seus referidos sacos com outros marginais na esquina fazendo contagem de tráfego, e vão para o forum do AdSense procurar chifre em cabeça de cavalo e ficar denunciando blogs que uma vírgula passe do certo e do errado segundo o entedimento da empresa de Mountain View. Mas tudo bem, não é sobre este monte de estrume humano que eu vou falar.
No decorrer da discussão alguém levantou denovo a bola do escrever para paraquedista desclassificando a qualidade dos referidos blogs, trazendo como consequência a falta de credibilidade dos publishers para com os anunciantes. Como quem diz que se você escreve também pensando nos paraquedistas, você não tem capacidade de criar um bom texto sobre determinado assunto.
Eu não estou falando aqui do cidadão que vê outros blogs “rendendo” e criam um blogspot da vida pra copiar texto do Terra e ganhar uma meia dúzia de visitas. Estou falando de gente que além de produzir bons textos para seu blog pessoal e nele ou em um paralelo constrói textos baseados em técnicas de SEO e ainda por cima oferece nele conteúdo que os paraquedistas USUFRUEM, se informam, que cumpre o papel para o qual foi designado. E como há, neste post, um interesse latente pelo assunto, a contextualização trata de mostrar anúncios relevantes onde editor e anunciante saem de mãos dadas e beijando na boca.
Outro argumento usado por esse tipo de gente que eu só posso qualificar como invejosa OU desinformada da eficiência de blogs voltados para paraquedistas, nos assuntos que ele se propõe abordar, é que os cliques gerados por este tipo de blog é necessariamente acidental. Vamos à uma historinha:
Há dois meses eu fui na loja do BIG, em Florianópolis, a fim de comprar um aparelho de celular para substituir um que havia quebrado. No Mercado Livre já havia pesquisado sobre ele e tinha visto inclusive anúncios de cartão de memória para o dito cujo. Comprei no ato, “depois eu compro a memória”, pensei. O vendedor havia me comentado sobre a câmera imbutida, MP3 Player e outras traquitanas interessantes. Mas não havia comentado, o nobre funcionário da operadora, que AQUELE Motorola V3 era diferente do Motorola V3i, que permitia a instalação de memória adicional.
Aí eu me questiono, quem saiu prejudicado? eu ou a Motorola? A Motorola vendeu o aparelho, eu fui o idiota que não pesquisou o suficiente nem a Motorola se preocupou com a propaganda de dois aparelhos fisica e externamente IGUAIS, causando a confusão toda.
Ah, mas no caso, o anunciante que aposta no AdSense não vende, pois o usuário que clicou acidentalmente viu a marca dele, viu os produtos que ele oferece e, não tendo o que ele queria, fechou o site e não voltou, blá blá blá.
Outra historinha: Zé Machado pegava ônibus todos os dias para ir ao trabalho. E todos os dias ele via um outdoor de um fabricante de sapatos, mas como não lhe interessava, ele virava a cara e continuava a conversar com Maria Herrera sobre amenidades. Um dia, Zé Machado ao entrar no ônibus e fazer seu trajeto rotineiro, deu uma toupada na escada e a sola do seu sapato descolou. Ele lembrou: opa, a empresa “tal” tem um sapato super-maneiro. Coincidentemente, Maria Herrera, como boa mulher que é, falou que queria comprar um sapato novo para comer um xis calabreza com seu namorico novo. Zé Machado ao fim da conversa sabia qual o sapato que lhe fora mostrado dias a fio, naquele mesmo outdoor explícito no caminho do buzão e sabia o que comprar. E os dois foram à loja mais próxima e compraram, cada um, um par de sapatos novos daquela marca. E saíram lindos e saltitantes.
Mas não, a inveja cega e nem as minhas historinhas impertinentes vão fazê-los ver dessa forma.
- Publicado por Daniel Becher na categoria: Blogosfera
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3 comentários em “De caça-paraquedistas à cliques acidentais”
#1
¬ melo
novembro 21st, 2007 as 5:44 pm
Shhh, não espalha meu caso com a blogueira recém separada, hauhauhau
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#2
¬ sacanagem
novembro 22nd, 2007 as 12:15 am
cara, mudar a opinião de alguém é dar murro em ponta de faca… exceto nos raros casos em que o sujeito não é cabeça dura, ou já está propenso a mudar de opinião.
Ich liebe paraquedistas.
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#3
¬ Caciano Kuffel
junho 17th, 2008 as 12:38 am
pois é pelo ponto de vista do anunciante el sai perdendto por cliques acidentais!!
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