No site do Ministério do Trabalho e Emprego (MPE), existe uma espécie de cartilha que é a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações. Lá, você vai encontrar as atribuições das mais variadas profissões existentes no Brasil, que vai de cortador de cana até assistente de aspone.
Mas uma das profissões lá cadastradas me chamou a atenção: Prostituta. Mulher da vida, prima, michê, garota de programa, marafona, piranha, rapariga… enfim, puta!
Não recrimino esse ofício, descredito dignidade ou sequer quero dar uma de moralista; eu nunca utilizei dos serviços de uma profissional do sexo e nem pretendo a curto prazo, mas que é engraçado encontrar um parágrafo como este no site do governo, é:
Para o exercício profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como por exemplo, cursos de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento do orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados. O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoito anos; a escolaridade média está na faixa de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência.
Calma, tem mais. Veja as competências para o trabalho (os grifos e comentários são meus):
- Demonstrar capacidade de persuasão (Aqui na rua as vezes aparecem algumas com uma excelente capacidade de persuasão!)
- Demonstrar capacidade de expressão gestual (entendi genital)
- Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
- Agir com honestidade (não contar pra esposa!)
- Demonstrar paciência (as vezes não levanta)
- Planejar o futuro (usar camisinha!)
- Prestar solidariedade aos companheiros (não contar pra esposa!)
- Ouvir atentamente
- Demonstrar capacidade lúdica (enrolar o cliente)
- Respeitar o silêncio do cliente
- Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira (traduzindo pra miúdos, fazer boquete em gringos)
- Demonstrar ética profissional (não contar pra esposa!)
- Manter sigilo profissional (não contar pra esposa!)
- Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
- Proporcionar prazer (deveria ser o primeiro ítem)
- Cuidar da higiene pessoal (tomar banho entre um cliente e outro)
- Conquistar o cliente
- Demonstrar sensualidade
E ainda chamam as meninas de “mulheres de vida fácil”. Em suma, ser prostitura não é apenas relaxar e gozar.
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Tags: profissão, prostituta, puta

“O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência”.
E as que vêm com experiência prévia em “dar por amor”? Já não podem chegar bem treinadas?
VC TEM UM ÓÓÓÓTIMO SENSO DE HUMOR!!!!!!!!!ADOREI!!