Depois de publicar o post anterior sobre minha vida dura de pescador, fui checar os e-mails e leio o seguinte comentário no post em que falo sobre os códigos de CID e os atestados médicos, legado de algumas experiências profissionais que eu tive.
Comentário:
Meu querido vc é doente mental, e não sabe nada sobre recursos humanos, tenho certeza q não passa de um empregadinho, que age de ma fé. senão não daria incentivo para os empregados agirem com falta de carater, quem é honesto anda direito, e se realmente esta doente não tem porquê não colocar pelo menos o CID no atestado.
Digo o milagre mas não digo o santo, até porque o santo em questão não foi tão honesto nem “macho” o suficiente pra assinar seu nome, sequer colocar o seu e-mail. Assinou apenas com BM. Poderia chutar várias possibilidades, entre elas Bruno e Marrone, Bruno Matias, Belizário Machado, Boi Manso, mas a falta de assinatura me permite a criatividade, então vou chamá-lo de BUNDA MOLE.
Caro Bunda Mole,
Talvez você não leia essa resposta de pronto, até porque aí no seu emprego – ou céus… repartição, haja algum bloqueio de Internet que restrinja acesso a blogs e coisas do gênero. Quando eu “não passava de um empregadinho”, como você diz no texto, eu fazia isso com os usuários de Internet, mas não por causa dos blogs, e sim porque empregadinhos como você ficam matando trampo navegando na Internet. Claro, isso tudo a pedido do chefe, o qual suportava como você o ainda faz, porque eu cago e ando para o que os meus nobres colegas faziam ou desfaziam na rede. E, tirando por você e por toda essa pantomima sua, começo a achar que contribuía para a evolução das espécies. Darwin vai ter que me pagar uma dose de uísque na próxima vida, se bem que ele não acredita muito nisso.
Meu chefe e eu, trabalhando uma relação interpessoal e desenvolvendo espírito de equipe realizando uma árdua tarefa em Itapema, SC.
Eu tava pensando em escrever um texto meio que elocubrativo falando dos motivos que me levaram a escrever este post sobre o CID, na época em que realmente eu era um empregadinho, e a prosopopéia flácida passaria em torno de te explicar que nem todo funcionário age de má fé e os responsáveis por departamentos pessoais. Primeiro porque no Brasil não existe nem papai noel nem RH – droga, falei, foi mal – e segundo porque você deve ser um desses capangas de dono de empresa familiar que passa o dia inteiro amaciando o seu ego escrevendo suspensões e advertências. Acertei?
Mas querido BM, eu acabei de colocar o meu serviço em dia, aqui no recôndito do meu quarto, de onde desenvolvo as minhas tarefas, e estou planejando a próxima pescaria que deve acontecer na quinta-feira. Perdoe-me a falta de tempo pra te responder adequadamente. Aliás, se você conseguir uma folguinha, poderia vir com a gente. Faz tempo mesmo que não faço uma oferenda pra Iemanjá. Se bem que, chato como é, ela te devolveria na onda seguinte.
Beijomeliga.
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Tags: CID, comentário, post, resposta, trabalho

É, o BM não entende muito de ética na saúde. Ninguém precisa ter somado ao seu problema de saúde preconcentos de leigos.
O médico tem autoridade para passar um atestado quando for cabível e não cabe à empresa nenhuma questionar isso, a menos, é claro, que alguma outra denúncia venha surgir. Mas, nesse caso, o problema já passa a ser outro.
O atestado é um direito do paciente e o segredo médico um dever fundamental da Medicina.
Curti pra caramba a resposta… muito inteligente de sua parte, só não entendi muito o pq de não apresentar o CID…
Seu protesto é por conta da imposição da empresa? Se for entendo, mas se não… não entendi… =D
Oi Joares,
Digamos que um sujeito contraia uma doença sexualmente transmissível, como a AIDS. O cara leva o atestado no Departamento Pessoal e tá lá o CID da doença. O cara do depto pessoal ou alguém ligado a ele espalha pros demais colegas e já era sua privacidade, você vai sofrer preconceito até não poder mais. Não era meu caso, passa longe de ser algo perigoso ou que sofra preconceito, mas o próprio médico me informou aquilo e eu resolvi que não queria divulgar porque me deu na telha. Eu, as vezes, adoro uma peleia, sabe como é…
Põ Becher… fiquei decepcionado. As pescarias estão te fazendo mal. Onde foi parar a torrente de palavrões que normalmente seria desfiada neste caso? Tá certo que um tapa de luvas dóis mais na alma que um soco no corpo, mas poderia ter esculachado mais. A propósito, larga mão de peixe, pois engorda (vide as baleias). Vamos fazer um churrasco… hehehehe
Quebra costelas e te cuida, indio véio.
Bah, xirú, como falei no post anterior a pescaria não rendeu tanto. Se eu te disser que nós saímos da praia e fomos no açougue buscar uns quilos de costela, um baita pedaço de minga pra assar na brasa tu acredita?
Abraço!
@Daniel Becher
Acredito… hehehehehe
Ufa, ainda bem que você “se redimiu”.
@Joares Miranda
O CID é o código que identifica as doenças, se for colocado no atestado, o médico estará “contando” a quem não interessa saber qual a doença ou motivo da consulta do paciente. Ninguém precisa saber, além do médico e do paciente, sobre sua doença. Muitas doenças possuem o peso do preconceito, como AIDS, câncer, entre outras, e não há porque deixar que esse segredo médico saia de dentro do consultório, principalmente quando o paciente não quer. É um direito. Muitas pessoas, por ignorarem como realmente as doenças ocorrem ou causam, acabam agindo com preconceito e a pessoa acaba sofrendo mais ainda. Não é legal.