Archive for the ‘Vida alheia’ Category

Justiça com as próprias mãos…

segunda-feira, junho 8th, 2009

… quando nossas mãos é tudo o que temos.

Já deixei claro aqui nesse blog o meu desejo de que neste país possamos andar armados. Se não deixei, deixo agora: eu anseio por uma arma. Não uma arma fria, clandestina, falo de uma legalizada, com carteirinha e certidão de nascimento. E antes que este post vire um bate-boca por causa das criancinhas estúpidas que se matam com as armas dos pais em suas próprias casas, deixo claro que morre mais gente em assaltos seguidos de morte (latrocínios) por não ter, de fato, uma arma, que essas nobres e estúpidas raparigas.

Em Joinville, um homem pulou um muro de uma residência pra furtar uma bicicleta. Foi pego com as calças na mão, como se diz por aqui, pegaram-no com a boca na boteja, como se diz allá. Por isso, ele foi linchado. Na ambulância, a caminho do hospital, teve uma parada cardíaca e foi pro inferno churrasquear com o capeta. Aliás, mande lembranças, já que é pra onde muita gente me manda após ler meu blog.

(antes de prosseguir, uma salva de palmas pra quem fez isso!)

Segundo a PM, o homem teria pulado um muro para roubar uma bicicleta. Depois que testemunhas viram, o homem tentou fugir, mas foi rendido. Com golpes de chutes e socos, ele teria sido agredido sem piedade.

Sem piedade. Taí outra expressão da notícia do ClicRBS que me fez brilhar os olhos. Piedade merece a dona Maria, aquela senhora de idade que fica no trevo da Av. Santa Catarina aqui perto de casa vendendo balas no auge dos seus 80 e tantos anos pra garantir uma graninha extra que o INSS não lhe provê. Piedade merece um trabalhador que sai de casa às 6h deixando mulher e filhos quando ainda estão dormindo pra um dia de trabalho e só volta quando eles provavelmente não estão mais acordados.

Vagabundo precisa ser tratado como vagabundo, e nada mais que isso é O CERTO. Não existem meias verdades, não existe furo no sistema, não existe sociedade hipócrita porra nenhuma pra um safado desses. Vagabundo precisa ser tratado como tal e eu prego isso sob qualquer hipótese, sob qualquer circunstância.

Hoje mesmo ao ir na padaria comprar um café da manhã, após deixar minha mãe no trabalho – com os primeiros raios da aurora rompendo a madrugada lá nos confins do firmamento – fui abordado por um mendigo que na negativa de conseguir algum trocado comigo, tentou argumentar que eu havia gastado 5 reais na padaria e não queria compartilhar com ele.

Ora, como esse puto sabe quanto eu gastei? Estava me “manjando”, o pulha. Vai me dizer que é vítima da sociedade? É vagabundo.

E só pra ser repetitivo: vagabundo deve ser tratado como vagabundo. E se o sistema não é correto com quem trabalha pra conseguir e deixa um vagabundo ceifar qualquer centavo do fruto desse esforço, o sistema é falho sim, mas conosco, não com essa corja que anda a espreita.

Diário da vida dura

quarta-feira, maio 27th, 2009

Relato rápido, só pra vocês, queridos leitores, observarem como minha vida não está sendo fácil. E isso já fica implícito no primeiro depoimento: ontem eu acordei às cinco horas da manhã.

Vida dura, né? Friozito de maio e eu levantando da cama logo as cinco horas, enquanto você estava belo e formoso no seu aconchego sonhando com as seis dezcanenas da megasena. Levei uma meia hora pra preparar o material de trabalho e mais uma hora e meia até chegar no local onde iria fazer uma difícil tarefa. Você, provavelmente, estava tomando o seu café da manhã dieteticamente balanceado e nutritivo enquanto eu só tinha colocado um pão com manteiga pra dentro rapidamente entre um preparo e outro.

Pois é, chegou a hora da verdade. Eu tive que ir garantir o almoço. Exatamente, fui pescar, nesta manhã de terça-feira na Cachoeira do Bom Jesus, próximo a Canasvieiras, Florianópolis enquanto você provavelmente foi comer um buffet a quilo com seu ticket-refeição.

Posso garantir que foi um trabalho árduo, pra você não pensar que eu sou um vagabundo. Essa “Cocoroca”, por exemplo, resistiu bastante e dificultou meu “serviço”. Não levem em consideração a latinha de cerveja na mão do meu parceiro. Até porque Antártica e Kaiser é cerveja de pobres trabalhadores como nós.

O pior estava por vir. Tive que aguentar firme um lugar de águas sujas, paisagem feia e de gente medonha caminhando pela praia.

Não falei que era feio e sujo?

Pois é. Depois você reclama da sua vida, que estava na empresa onde trabalha engolindo sapo do chefe. Você não sabe o que eu tenho passado…

O dia da Sogra

terça-feira, abril 28th, 2009

Sequestraram minha sogra… bem feito pro sequestrador!

Claro que estou apenas citando o grandecíssimo Bezerra da Silva, sambista conhecido, imortalizado pelo “vou apertar mas não vou acender agora” e tantos outros sucessos. Como o assunto é sogra eu até deveria citar outro cantor, o Dicró, que é conhecido pela sua frustração com a mãe da mulher ou algo assim, já que a cada cinco músicas que compunha, doze eram enaltecendo o seu contragosto pela “parenta”. Mas como eu dei uma olhada nas letras dele e tudo não passa de um monte de repetição besta e baixarias idiotas, fico com o Bezerra. Além do que simpatizo mais com a estampa do velhinho de boina.

Mas não é sobre música de sogra que eu quero falar, quero falar é da dita cuja. Hoje é o dia dela. Não que eu dê muita importância pra essas datas que criam e que já atolaram o nosso calendário, e que serve mais pra preencher currículo de deputado que não consegue emplacar uma lei de grande valia, pelo contrário, só dá despesa aos cofres públicos (e não é pequena). Mas a minha sogra merece. Não merece?

Merece, claro. Pelo “simples” fato de que ela colocou no mundo a pessoa com quem vivemos. Ela é a mãe da pessoa que amamos, e mãe é sagrado. Nem que seja só pra sua namorada (ou namorado), mas é sagrado.

E aqui chego num ponto muito importante; dizem por aí que se você quiser saber como vai ficar sua namorada quando mais velha, olhe pra sua sogra. A fruta não cai longe do pé. Eu já disse isso aqui, só não lembro quando nem onde, e é a mais pura verdade. Raras são as exceções em que a filha (ou o filho) cresce diferente dos pais. Seja no caráter, no modo de agir, no modo de encarar o mundo e até no aspecto físico. Vamos falar português, sem enrolação? Sua namorada pode ser a maior gatinha da rua, mas dê uma olhada na estampa da sogra pra ver se ela vai virar um bucho depois de velha.

Fica o conselho: se você quer saber se vai aturar por muito tempo uma pessoa ao seu lado, faça logo uma visita à família dela. Se for do sexo feminino, então, converse meia hora com a sogra véia e tire um raio-x do que você vai passar no futuro. Simples assim.

Em tempo, feliz dia da sogra pra dona Beth, a minha. Parabéns por ter colocado uma pessoa excelente no mundo, por ser uma blogueira de mão cheia (ela escreve no Não Nasci Ontem e no Semidosa, conheçam!), por ser uma excelente sogra, por fazer uma costela com linguiça MUITO gostosa e por ter me dado um excelente parceiro de pescarias.

Por que não comer carne na sexta-feira santa?

sexta-feira, abril 10th, 2009

Eu não como. Mas é por uma simples questão de comodidade e harmonia na família. Primeiro porque eu não sou sair em plena sexta-feira e procurar um restaurante lotado pra comer uma costela gorda e bem assada. Eu odeio filas, eu odeio sair pra comer em feriados e meu histórico nesse aspecto não é dos melhores. E segundo porque se tem um baita de um estrogonofe de camarão feito com tanto carinho pela minha mãe, não serei idiota a ponto de desapontá-la só por afrontá-la com minha idéia diferente da tradição católica impetrada na família.

Flagra do Coelhinho da Páscoa comendo carne na sexta-feira santa

Flagra do Coelhinho da Páscoa comendo carne na sexta-feira santa.

Flagra do Coelhinho da Páscoa comendo carne na sexta-feira santa.

Mas é tão contraditório esse lance de não comer carne numa sexta-feira que eu sempre fico pensando… ontem mesmo, estava num botequinho que fica ao lado da empresa que trabalhava e engordava o patrão e que frequentemente jogo meu dominó, quando chegou um cliente com uma sacola a tira-colo, semi-transparente, evidenciando o embrulho de jornal (algum fruto do mar, tipicamente embrulhado com os “classificados de ontem”, envólucro comum do maior vendedor destes produtos, o Mercado Público Municipal). Chegou, largou um “buenas” geral, pediu um trago e comentou:

“Porra, mas que bosta de mercado público… gente pra caralho! Ainda me cobraram os olhos da cara pelo camarão, bando de ladrões!”

Que diabos um cara desse vai fazer deixando de comer carne-de-animal-que-sofre-pra-morrer na sexta-feira santa?

Que penitência é essa?

E tantos e tantos pais que acordam e mal olham na cara dos seus filhos, ou de suas esposas, ou então membros fidelíssimos à ‘madre igreja’ que usam esse dia pra nada mais que uma estampa de bom(a) moço(a)?

É por isso que eu sempre digo: o que importa é da boca pra fora, não da boca pra dentro. E estamos conversados.

Não deixe pra amanhã a punheta que você pode bater hoje

terça-feira, fevereiro 3rd, 2009

Não sei se me considero um hedonista, e pra ser bem sincero eu nem sei direito sobre o que é ser um, mas eu gosto de curtir os prazeres que a vida me dá enquanto é tempo. Frequentemente sou vaiado nos posts em que falo mal dos vendedores de Herbalife, sob alegação de que eu, com meu sobrepeso, meu hábito de fumar e minhas gulodices, vou morrer cedo.

Pra ser mais sincero ainda eu não quero viver muito tempo. Me considero um chato da pior espécie, na velhice creio que esse estado de espírito elevaria a minha figura de persona non grata a enésima potência. Sem contar que viver tendo dores aqui e acolá, precisando de ajuda pra algumas tarefas ou simplesmente me privando das melhores coisas que a vida pode oferecer, realmente não me apetece.

E eu acho uma bobagem de marca maior estudiosos querendo alongar demais a vida das pessoas. Há quem queira viver mais, mas não por poder curtir mais tempo a vida, mas pra empurrar com a barriga enquanto pode a tal da morte. A morte é a palavra-chave da velhice. Ninguém tem medo de ficar velho, a grande e esmagadora maioria tem é medo de morrer. E, pra isso, passam a vida toda se preocupando com coisas bestas pra quando chegarem na velhice ficarem resmungando que a morte está chegando e que não aproveitou na juventude algumas coisas das quais se arrepende profundamente.

O exemplo de hoje vem da Inglaterra, onde pesquisadores da Universidade de Nottingham descobriram que os homens que tiveram uma vida sexual ativa ou que se masturbavam muito (especialmente estes), entre os 20 e 40 anos, são mais suscetíveis a câncer de próstata. A despeito disso, os homens que intensificaram sua vida sexual após os quarenta, tem nisso uma arma contra a doença.

Eu não vou nem entrar em detalhes de como os pesquisadores da tal universidade inglesa ficavam observando as trepadas e as punhetas, mas elevo a reflexão ao que eu falava no início do texto.

Mesmo o estudo não sendo conclusivo e precisando ser estudado com mais perícia, os nobres doutores querem dizer que você, caro leitor do sexo masculino, deve guardar consigo os seus hormônios e deixar para liberá-los na idade em que o seu corpo começa a se preparar para o segundo fato mais odiado pelo macho de respeito enquanto bicho semovente: a paumolescência.

Eles querem dizer, traduzindo pra miúdos, que enquanto você tiver a sua função erétil na mais perfeita harmonia com o seu cérebro, você deve segurar a onda, e deixar pra se acabar na putaria somente quando você quase estiver precisando de umas bagas azuis. É ou não é contraditório?

Fonte

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