Category: Vida alheia
Viver em condomínio é…
Posted by Daniel Becher on jun.30, 2009, under Vida alheia (2) Comments
… se foder numa terça-feira de manhã não podendo trabalhar por causa de algum pedreiro filho da puta.
Mas as palavras que eu poderia (ou deveria) ter escrito neste post, não têm a mesma entonação que um palavrão dito a plenos pulmões, daqueles que você enche o seu órgão respirador até não caber mais um centímetro cúbico de ar e solta com a espontaneidade da finada Dercy Gonçalves.
O vizinho não culpado, é claro, sequer o pedreiro. E eles respeitaram os horários limite pra fazer a reforma, não cometendo qualquer infração. Mas meu desabafo é válido, ainda mais depois de ter rasgado 1.500 reais quebrado o meu querido smartphone.
É isso aí.
Motivos pelos quais prefiro um cachorro a um ser humano #1
Posted by Daniel Becher on jun.18, 2009, under Vida alheia (3) Comments
Num comentário perdido em um post já sucumbido pelo tempo neste blog:
ola, estou com problemas no serasa e spc quero resolver o qto antes, mas limpar sem pagar, posso?
O que você faria por amor?
Posted by Daniel Becher on jun.15, 2009, under Vida alheia, Vídeos No Comments
Estava naquele momento malemolente dando uma pirada boa no YouTube, como faço de vez em quando procuro um tema inicial e vou viajando pelos vídeos relacionados, e encontrei um filminho de 8 minutos que conta a história de um casal que fala muito, mas muito sobre amor, e não aparece nenhum beijo. Nos dias de hoje, você conjectura uma cena de amor sem beijo na boca? E não, não estou falando de amor materno.
Lembro-me de uma frase de Renato Russo, ao regravar “Hoje a Noite Não Tem Luar” dos Menudos, em 1992 para o que seria o primeiro e excelente projeto do Acústico MTV, lançado em 1999. Isso traduz o que vi no vídeo: “É cafona, mas é bonitinho…”
Justiça com as próprias mãos…
Posted by Daniel Becher on jun.08, 2009, under Críticas, Vida alheia (11) Comments
… quando nossas mãos é tudo o que temos.
Já deixei claro aqui nesse blog o meu desejo de que neste país possamos andar armados. Se não deixei, deixo agora: eu anseio por uma arma. Não uma arma fria, clandestina, falo de uma legalizada, com carteirinha e certidão de nascimento. E antes que este post vire um bate-boca por causa das criancinhas estúpidas que se matam com as armas dos pais em suas próprias casas, deixo claro que morre mais gente em assaltos seguidos de morte (latrocínios) por não ter, de fato, uma arma, que essas nobres e estúpidas raparigas.
Em Joinville, um homem pulou um muro de uma residência pra furtar uma bicicleta. Foi pego com as calças na mão, como se diz por aqui, pegaram-no com a boca na boteja, como se diz allá. Por isso, ele foi linchado. Na ambulância, a caminho do hospital, teve uma parada cardíaca e foi pro inferno churrasquear com o capeta. Aliás, mande lembranças, já que é pra onde muita gente me manda após ler meu blog.
(antes de prosseguir, uma salva de palmas pra quem fez isso!)
Segundo a PM, o homem teria pulado um muro para roubar uma bicicleta. Depois que testemunhas viram, o homem tentou fugir, mas foi rendido. Com golpes de chutes e socos, ele teria sido agredido sem piedade.
Sem piedade. Taí outra expressão da notícia do ClicRBS que me fez brilhar os olhos. Piedade merece a dona Maria, aquela senhora de idade que fica no trevo da Av. Santa Catarina aqui perto de casa vendendo balas no auge dos seus 80 e tantos anos pra garantir uma graninha extra que o INSS não lhe provê. Piedade merece um trabalhador que sai de casa às 6h deixando mulher e filhos quando ainda estão dormindo pra um dia de trabalho e só volta quando eles provavelmente não estão mais acordados.
Vagabundo precisa ser tratado como vagabundo, e nada mais que isso é O CERTO. Não existem meias verdades, não existe furo no sistema, não existe sociedade hipócrita porra nenhuma pra um safado desses. Vagabundo precisa ser tratado como tal e eu prego isso sob qualquer hipótese, sob qualquer circunstância.
Hoje mesmo ao ir na padaria comprar um café da manhã, após deixar minha mãe no trabalho – com os primeiros raios da aurora rompendo a madrugada lá nos confins do firmamento – fui abordado por um mendigo que na negativa de conseguir algum trocado comigo, tentou argumentar que eu havia gastado 5 reais na padaria e não queria compartilhar com ele.
Ora, como esse puto sabe quanto eu gastei? Estava me “manjando”, o pulha. Vai me dizer que é vítima da sociedade? É vagabundo.
E só pra ser repetitivo: vagabundo deve ser tratado como vagabundo. E se o sistema não é correto com quem trabalha pra conseguir e deixa um vagabundo ceifar qualquer centavo do fruto desse esforço, o sistema é falho sim, mas conosco, não com essa corja que anda a espreita.
Diário da vida dura
Posted by Daniel Becher on mai.27, 2009, under Vida alheia (3) Comments
Relato rápido, só pra vocês, queridos leitores, observarem como minha vida não está sendo fácil. E isso já fica implícito no primeiro depoimento: ontem eu acordei às cinco horas da manhã.
Vida dura, né? Friozito de maio e eu levantando da cama logo as cinco horas, enquanto você estava belo e formoso no seu aconchego sonhando com as seis dezcanenas da megasena. Levei uma meia hora pra preparar o material de trabalho e mais uma hora e meia até chegar no local onde iria fazer uma difícil tarefa. Você, provavelmente, estava tomando o seu café da manhã dieteticamente balanceado e nutritivo enquanto eu só tinha colocado um pão com manteiga pra dentro rapidamente entre um preparo e outro.
Pois é, chegou a hora da verdade. Eu tive que ir garantir o almoço. Exatamente, fui pescar, nesta manhã de terça-feira na Cachoeira do Bom Jesus, próximo a Canasvieiras, Florianópolis enquanto você provavelmente foi comer um buffet a quilo com seu ticket-refeição.

Posso garantir que foi um trabalho árduo, pra você não pensar que eu sou um vagabundo. Essa “Cocoroca”, por exemplo, resistiu bastante e dificultou meu “serviço”. Não levem em consideração a latinha de cerveja na mão do meu parceiro. Até porque Antártica e Kaiser é cerveja de pobres trabalhadores como nós.
O pior estava por vir. Tive que aguentar firme um lugar de águas sujas, paisagem feia e de gente medonha caminhando pela praia.

Não falei que era feio e sujo?
Pois é. Depois você reclama da sua vida, que estava na empresa onde trabalha engolindo sapo do chefe. Você não sabe o que eu tenho passado…






















