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Category: Política

Enquanto isso, na granja…

Posted by Daniel Becher on jun.27, 2009, under Política No Comments

Eis que o nosso presidente Squid e a nossa primeira dama Mary Letícia ofereceram para os ministros e auxiliares uma festa junina, na Granja do Torto. Palavras do portal Terra:

Na festa, são homenageados os santos juninos São João, São Pedro e Santo Antônio, com direito a uma procissão. A organização do evento ficou com a primeira-dama, que sempre recomenda aos convidados que não se discutam assuntos políticos durante a festa.

lula-quadrilha

Falar de política não podem, mas dançar a quadrilha é essencial. Né?

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Bala perdida

Posted by Daniel Becher on abr.08, 2009, under Política No Comments

bala-perdida

Por um momento, e só por um breve momento, de relancina, assim… eu fiz uma associação com as duas notícias e tive uma leve sensação de justiça. Mas eu estava equivocado. Vida que segue.


O 2º Turno justifica o seu voto no primeiro

Posted by Daniel Becher on out.07, 2008, under Política (3) Comments

Existe uma célebre frase atribuída à Abraham Lincoln que diz que “Se quiser colocar à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Às vésperas do segundo turno das eleições municipais nas cidades grandes com uma homogeneidade política maior, eu adaptaria pra “Se quiser colocar à prova o carater de um homem, ofereça-lhe poder”.

É impossível dar poder pra todos os homens que você considera justos a fim testificar-lhes o caráter e concordar com essa teoria, mas é possível assistí-los sendo testados na prova do oferecimento “sem muito compromisso”.

Esse magnífico evento começou no domingo após o resultado das apurações dos votos do primeiro turno e com as primeiras ligações dos candidatos finalistas para os perdedores oferecendo parcerias, secretarias e cabides de empregos numa possível aliança para o segundo tempo desse jogo medíocre que intitulam democracia.

Era comovente ver meu candidato atacar ferrenhamente o líder nas pesquisas e atual prefeito de Florianópolis, Dário Berger, propondo ao cidadão uma mudança. Aliás, ele se dizia ser “o novo”. Agora, leio no ClicRBS:

O Democratas anunciou na tarde desta terça-feira o apoio a Dário Berger (PMDB) no segundo turno das eleições municipais de Florianópolis. Em troca, os peemedebistas, incluindo o governador Luiz Henrique da Silveira, deverão apoiar o democrata Darci de Matos em Joinville, contra Carlito Merss (PT).

Nas entrevistas, os postulantes à prefeitura da capital de Santa Catarina voltam à defensiva e param de bater nos perdedores, assumindo uma posição de bons-moços, tentando arrebanhar os votos que há menos de três dias foram da “oposição”, como se nada fosse nada, como se um control + alt + del fosse pressionado e tudo voltasse a estaca zero. “Velhos amigos!”, chega a bradar o seu Zé, jogador de dominó inveterado da Praça XIV. Até ele, um setentão acostumado com a política provinciana, acha graça.

Os que ficaram pra trás, não querem largar as tetas e querem levar o nome do partido em alguma secretaria ou na diretoria de algum órgão municipal pra, quem sabe, ter uma melhor votação no próximo pleito.

Eu não apoio o Dário por N motivos, alguns inclusive de foro íntimo, e estes ficarão lacrados na minha memória que teima em ser perfeita enquanto a dos brasileiros não o é, mas apoiava o César Souza Jr do DEM. Agora, ele passa a ser meu inimigo? Já estava odiando o fato de ter que escolher dois dos que eu não considero bons prefeitos pra cidade que me viu crescer, agora terei que votar na defesa?

É uma putaria sem precedentes o jogo político de segundo turno. Não é honesto. Deixa o eleitor sem armas. Porque uma coisa é perder, faz parte da vida e é salutar pro sistema. Outra é você saber que não importa o que você coloque na urna eletrônica, fará uma tremenda duma cagada; e a cada dígito, consciente da merda que está fazendo.

Minhas opções são as seguintes:

  1. Votar num candidato que eu julgo incompetente mas que abrigará debaixo das asas de alguma secretaria ou autarquia o candidato que escolhi pra os próximos quatro anos;
  2. Votar num candidato que já teve várias chances e não fez diferença na minha vida e a quem ostento uma ojeriza homérica;
  3. Votar em branco ou anular meu voto, me igualando aos outros quase 20 mil babacas de Florianópolis.

Deveria ter uma opção na urna eletrônica chamada: “Aperte aqui e morra, você não terá estômago pra aturar o próximo quadriênio mesmo…”

Eu afundaria o dedo nessa opção.


Eleições 2008: SAMU ajudando no pleito

Posted by Daniel Becher on out.05, 2008, under Política (4) Comments

Se você leu direito o título, deve estar pensando: “Olha, o Samu está presente nas zonas eleitorais pra o caso de algum acidente, alguém passando mal ou precisando de atendimento.” Acertei?

Enquanto aguardava a Renata votar, no Colégio Simão José Hess (Trindade, Florianópolis), notei que uma viatura do SAMU se aproximava do estacionamento. Ela me contou, depois, que “a moça que estava na viatura”, fardada como médica ou socorrista, wathever, votou na mesma seção.

Já havia achado estranho o fato de ela ter ido votar com a viatura do SAMU. Porra, que pegasse um carro, um ônibus, um taxi… e se alguém precisa de atendimento urgente? Morre enquanto a madame foi votar?

No caminho de casa, cruzei com a viatura na BR-282 (Via Expressa), ainda em Florianópolis, indo em direção à São José, município vizinho, integrante da região metropolitana. – Não poderia ser de lá, pensei, querendo acreditar que UMA VIATURA DO SAMU SAIU DE SÃO JOSÉ PRA UMA FUNCIONÁRIA VOTAR EM FLORIANÓPOLIS.

Advinha, leitor. Eu tava certo ou não?

E você achava que o dinheiro do seu imposto estava bem investido, heim, cidadão? ;-)


Eleições 2008: Boca de Urna

Posted by Daniel Becher on out.05, 2008, under Política (1) Comment

Está escrito na lei eleitoral 9.504/1997, artigo 39:

§ 5º Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR:

I – o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;

II – a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna;

Inciso com redação dada pela Lei n. 11.300, de 10.5.2006.

III – a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, mediante publicações, cartazes, camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário.

Inciso acrescido pela  Lei n. 11.300, de 10.5.2006.

Boca de urna é crime eleitoral, disso nós já sabemos. E nós sabemos também que ela acontece livremente e muito pouca gente é punida. Eu costumo ouvir rádios AM, principalmente no dia das eleições, e o número divulgado no final do pleito no fechamento da cobertura das grandes rádios é geralmente simbólico, um ou outro que prendem pra não dizer que OU ninguém ficou impune OU aconteceu um milagre e todos os partidos entraram nos eixos (essa seria difícil engolir…).

Então vejam este gif com três imagens, no mínimo, interessantes:

Por volta das 8h35m deste domingo, voltando do bairro Trindade, aqui em Florianópolis, onde levei a Renata pra votar, vi esta moça juntamente com outras duas (um pouco afastadas, por isso não aparecem na foto) com uma sacolinha plástica (nítida nas fotos) contendo santinhos, que ela entregava pra um ou outro que passavam pra votar, nas imediações do Colégio Nossa Sra. de Fátima. Este é o cruzamento da Rua Antonieta de Barros com a João Evangelista da Costa.

Como voto nesta mesma rua, porém em outra escola, a E.E.B. Jornalista Jairo Callado, desci a rua e fui cumprir meus deveres cívicos, morais e democráticos. Voltando, ela continuava lá. Resolvi estacionar o carro e ligar pro 190, telefone de emergências da Polícia Militar, e fiz uma queixa. Isso ocorreu exatamente às 9h22m (hora da Brasil Telecom, registrada no celular). Nenhuma movimentação de polícia ou coisa do tipo. Por volta das 10h25m, ou seja, UMA HORA E TRÊS MINUTOS depois, nada havia acontecido e avistava, de longe, a moça agindo livremente no crime eleitoral.

Aí eu te pergunto, leitor: teu voto vale quanto? Se ela conseguir dois votos pro candidato dela (seja ele quem for, não consegui averiguar tamanha era a maestria e habilidade da moça em esconder quem era), o meu já foi pro brejo, anulou-se, analisando grosso modo.

Não dá pra desistir, é verdade, e eu não desisto. Por mais que eu não acredite na democracia, principalmente aqui no Brasil, tendo que andar conforme a música, eu esperava que a cada pleito que se realize, municipal, estadual ou federal, a coisa melhore. E isso não está acontecendo.