Category: Pessoal
404 – Odômetro não encontrado
Posted by Daniel Becher on jun.01, 2009, under Pessoal (4) Comments
Tô parado no sinal quando olho pro painel do Palio Economy…

Devo acionar a garantia da FIAT?
Reunião semanal da empresa onde trabalho
Posted by Daniel Becher on mai.29, 2009, under Pessoal No Comments
Dando sequência a série “Eu levo uma vida de cão”, e pedindo encarecidamente que o leitor não sinta pena de mim, porque se eu o faço é pra mostrar que existe coisa pior que torcer pro Corinthians ou ser Petista, e tão somente isso. Não quero despertar no mais assíduo espectador das minhas sandices escritas qualquer sentimento negativo de compaixão ou remorso. O que quero é apenas chocar, mostrar a verdade nua e crua, uma espécie de “merda no ventilador” dessa vida dura que o meu povo sofrido leva.
Hoje fizemos um relatório fotográfico mais apurado mostrando como é nossa rotina.
É mister afirmar que hoje é sexta-feira e o expediente foi realizado enquanto você, nobre trabalhador assalariado, com ticket, vale refeição e plano de saúde, estava no conforto do seu escritório com ar condicionado, cafezinho e poltrona confortável, em contra-ponto a essa condição sub-humana de produção manufaturada.
Momento 1 – a captura do pescado

Esta é a captura da nossa matéria prima, o papa-terra, ou betara, como os colegas de profissão do sudeste o chamam (note a minha cara de descontentamento, fruto desse sub-trabalho).
Momento 2 – a seleção do produto e descarte de matéria prima avariada / com vício

Este Papaterra, após ser capturado e ficar esperando um pouco na água, foi atacado por um predador, fruto de um momento de vadiagem deste trabalhador que estava num momento de ócio improdutivo (vulgo “matando serviço”). Após ser chamado pelo chefe (que você conhecerá a seguir) e desenvolvermos melhor o nosso espírito de equipe e a nossa relação interpessoal (vulgo “tomar uma mijada”), ele foi descartado e virará insumo (isca) para a captura de mais exemplares (vulgo “a gente não joga nada fora”).
Momento 3 – a comercialização

Este é Dr. Pinheiro, o chefe, prestes a receber o primeiro cliente do dia. Não, este cara neste transporte rústico sobre duas rodas não é o nosso cliente. Ele é apenas um assessor administrativo (vulgo “puxa-saco”) do Pinheiro, típico de uma organização e típico de chefe. O nosso cliente pode ser avistado no horizonte, um pequeno ponto preto quase invisível a olho nu se aproximando pro atraque e pro embarque da carga (pra localizá-lo melhor, veja acima do boné do aspone).
Note que começamos cedo, os primeiros raios de sol da aurora ainda tímidos eram prenúncio de que o dia começa cedo nessa lida bruta por estes rincões.
Bom, agora…
… chega de trabalho por hoje. Com licença, vou me divertir
Coincidência
Posted by Daniel Becher on mai.27, 2009, under Pessoal (7) Comments
Depois de publicar o post anterior sobre minha vida dura de pescador, fui checar os e-mails e leio o seguinte comentário no post em que falo sobre os códigos de CID e os atestados médicos, legado de algumas experiências profissionais que eu tive.
Comentário:
Meu querido vc é doente mental, e não sabe nada sobre recursos humanos, tenho certeza q não passa de um empregadinho, que age de ma fé. senão não daria incentivo para os empregados agirem com falta de carater, quem é honesto anda direito, e se realmente esta doente não tem porquê não colocar pelo menos o CID no atestado.
Digo o milagre mas não digo o santo, até porque o santo em questão não foi tão honesto nem “macho” o suficiente pra assinar seu nome, sequer colocar o seu e-mail. Assinou apenas com BM. Poderia chutar várias possibilidades, entre elas Bruno e Marrone, Bruno Matias, Belizário Machado, Boi Manso, mas a falta de assinatura me permite a criatividade, então vou chamá-lo de BUNDA MOLE.
Caro Bunda Mole,
Talvez você não leia essa resposta de pronto, até porque aí no seu emprego – ou céus… repartição, haja algum bloqueio de Internet que restrinja acesso a blogs e coisas do gênero. Quando eu “não passava de um empregadinho”, como você diz no texto, eu fazia isso com os usuários de Internet, mas não por causa dos blogs, e sim porque empregadinhos como você ficam matando trampo navegando na Internet. Claro, isso tudo a pedido do chefe, o qual suportava como você o ainda faz, porque eu cago e ando para o que os meus nobres colegas faziam ou desfaziam na rede. E, tirando por você e por toda essa pantomima sua, começo a achar que contribuía para a evolução das espécies. Darwin vai ter que me pagar uma dose de uísque na próxima vida, se bem que ele não acredita muito nisso.
Meu chefe e eu, trabalhando uma relação interpessoal e desenvolvendo espírito de equipe realizando uma árdua tarefa em Itapema, SC.
Eu tava pensando em escrever um texto meio que elocubrativo falando dos motivos que me levaram a escrever este post sobre o CID, na época em que realmente eu era um empregadinho, e a prosopopéia flácida passaria em torno de te explicar que nem todo funcionário age de má fé e os responsáveis por departamentos pessoais. Primeiro porque no Brasil não existe nem papai noel nem RH – droga, falei, foi mal – e segundo porque você deve ser um desses capangas de dono de empresa familiar que passa o dia inteiro amaciando o seu ego escrevendo suspensões e advertências. Acertei?
Mas querido BM, eu acabei de colocar o meu serviço em dia, aqui no recôndito do meu quarto, de onde desenvolvo as minhas tarefas, e estou planejando a próxima pescaria que deve acontecer na quinta-feira. Perdoe-me a falta de tempo pra te responder adequadamente. Aliás, se você conseguir uma folguinha, poderia vir com a gente. Faz tempo mesmo que não faço uma oferenda pra Iemanjá. Se bem que, chato como é, ela te devolveria na onda seguinte.
Beijomeliga.
De saudade, tempo, dia das mães e ausência
Posted by Daniel Becher on mai.10, 2009, under Pessoal (5) Comments
Faltam nove minutos para o fim do domingo em que comemora-se o dia das mães, exatamente o segundo domingo de maio. Passei o dia com minha mãe. Tomei café, almocei, passei a tarde e acabei de sair com ela, apenas nós dois, pra comermos um xis.
Já a mãe dela, minha avó, que me chamava de filho e como tal eu era tratado, há quatro meses se bandeava prá querência do patrão velho. Foi camperear nos pagos lá em cima, maneando anjinho e churrasqueando com o barbas-brancas, defumando as ora ausências num fogo-de-chão qualquer.
Eu sei que não escrevi sobre isso, mas hoje não deu pra segurar. Sei lá, o blog é meu, pessoal, mas não me sinto bem com sentimentalismos públicos. Mas hoje eu preciso render uma homenagem póstuma, já que pela vez primeira não passei o domingo das mães com ela. Nem que seja por uma tentativa de compensação.

Esta foi a nossa última foto. Ela era envergonhada. Semi-analfabeta de pai e mãe, era boa em matemática, mas era doutora em amar um neto e fazê-lo se sentir como filho.
Algumas vezes, em horários do dia salteados, ela ligava pra contar uma piada ou uma história engraçada do passado (ela deveria ter escrito um livro). Dessas piadas bobas, que só ficavam engraçadas com as gargalhadas que ela soltava no telefone e mal conseguia terminar de contar, tamanho o entusiasmo da dona Dilma.
E hoje, o que mais espero é uma ligação dizendo “Oi filho, tenho uma piadinha pra te contar… não vou te atrapalhar?”
Nunca atrapalhou, vó. Nunca atrapalhou…
Ser diferente é normal
Posted by Daniel Becher on mar.21, 2009, under Pessoal (2) Comments
Hoje, 21 de Março, é dia Internacional da Síndrome de Down. Os gays peleiam por seus espaços, os negros conseguem garantir o seu lugar ao sol, mas as pessoas com a síndrome as vezes não conseguem expressar o seu manifesto de forma plena e clara.
Então eu tô aqui nesse post pra três coisas.
1. Pra pedir que releiam o meu post não tão antigo sobre a história que passei com o menino Beto, Precisamos de mais comossomos 21.
2. Pra mostrar como seria a minha estampa forjada na têmpera de um down:

Eu, down.
3. Pra convidar pra acessar o site Ser diferente é normal e pelo menos conhecer, criado pelo instituto MetaSocial, que luta contra discriminação e segregação social.
E não, eu não escrevi este post “para fazer a minha parte”. Eu escrevi este post porque eu amo estas criaturas como amaria um filho meu sem qualquer disfunção genética.























