Archive for the ‘Meme’ Category

Regionalismos e mal-entendidos

sábado, junho 2nd, 2007

Muitos acham que é barda. Mas é esparrela, pois apesar de o Brasil ter sido colonizado primeiro pelos portugueses, em cada região existem outras colônias de outros povos (europeus, latinos, asiáticos, etc.) que dão uma certa licença poética para a criação de mini dialetos (entendamos isso por gírias, independente do sotaque). Então, antes que te apurrinhes pois ainda não sabes para que venho, mofas co’a pomba na balaia se pensas que eu vou acabar por aqui. Se achas que este post é um estruvilho, tudo bem, podes não lê-lo e passar ao próximo. Mas já te digo – ô ixtepô – não sou nenhum atolesmado! Não ia escangalhar com meu blog dessa forma, não tenho vocação pra mazanza! Falar nisso, esse papo me deu fome. Acho que vou comer um pirão de náilho. Quéx? Si quéx, quéx, si não quéx, dix!

Essa foi a maneira original que eu achei de continuar o Meme convidado pelo Leonardo do Blogueisso!. A proposta é mostrar algumas gírias que não são entendidas por todos podendo gerar mal entendido na Internet (principalmente em blogues).

Os florianopolitanos vão entender, mas aqui vão as traduções:

Barda: mania;
Esparrela: exagero;
Apurrinhar: encher o saco;
Mofas com a pomba na balaia: algo como “espera sentado”, uma discordância. Surgiu na resposta de uma mulher a um pombeiro que vendia pombas expostas num balaio ao discordar do preço da mercadoria;
Estruvilhar: atrapalhar;
Esteporado: estragado, arruinado; Ixtepô: variação de estepô, pessoa ruim, mazanza!
Atolesmado: Tolo, abobado;
Escangalhar: estragar;
Mazanza: bobo, tanso;
Pirão de náilho: Pirão de nylon, fazendo analogia ao nylon usado nas redes de pesca. Pirão feito com água fervente e farinha;
Si quéx, quéx, si não quéx, dix: Bordão usado para perguntar a alguém se ela quer alguma coisa ou não.

Pra continuar o Meme, convido o Adriano, o Noronha, o Guilherme, a Ana Paula e o Jorge.

Thinking Blogger Award

quinta-feira, maio 3rd, 2007

O Guilherme, do Papo de Homem, deu o Thinking Blogger Award à este humilde blog. Como reza a tradição, este award premia cinco blogs que te fazem pensar. O Papo de Homem recebeu da B., do Me and my secret life, e repassou também ao Blog do Becher. Em tempo, meu muito obrigado!

Como também reza a tradição, devo indicar mais 5 blogs. Na sessão Leio e Recomendo deste blog existem vários blogs os quais daria o prêmio. Entretanto, preciso escolher apenas 5 e vou escolher os que mais tenho lido ultimamente e que mais me têm feito pensar (essa é a intenção!).

Querido Leitor
É um blog que, definitivamente, te faz pensar. A Rosana Hermann, profissional de comunicação que dispensa comentários, fala de tudo e de todos sempre com uma dose de realismo, as vezes humor, as vezes ironia, mas com bastante seriedade e competência.

Diário de um PM
Blog que o Alexandre de Sousa escreve sobre o dia-à-dia de um profissional de segurança sempre com um ponto de vista crítico te fazendo refletir. Através dele, muito do que eu pensava acerca da polícia mudou.

O Fim da Várzea
O Noronha também me faz pensar bastante com seus textos sobre SEO, sendo que algumas técnicas tento implementar aqui. Mas que fique claro que eu penso nos assuntos que ele escreve e não nas japinhas que aparecem nas fotos corriqueiras do seu blog.

Blog do Ronaldo
O Ronaldo Camacho também segue uma linhagem interessante, falando desde variedades e da velha e querida blogosfera. Me fez pensar um bocado sobre a Lei Rouanet e a Gretchen.

Blog da Maysa
Blog bem escrito e coerente. Entretanto, o que mais me chamou atenção foi que ninguém até hoje tinha concordado com as deficiências do Habibs, e uma delas é porque não forneciam um mísero sachê de maionese ou catchup, enquanto jogavam dinheiro fora dentro das caixinhas do drive thru. Isso me fez pensar que eu não sou um completo lunático.

5 coisas boas pra se fazer em Florianópolis

quarta-feira, maio 2nd, 2007

Florianópolis é uma cidade em crescimento. Muito pouca gente sabe, mas a explosão desta pacata cidade, até então, se deu quando Gustavo Kuerten, o tenista nascido e criado aqui, começou a se destacar no cenário esportivo nacional. Muita reportagem feita com ele, muitas matérias sobre sua cidade natal e, pimba! A pequena Florianópolis, de povo calmo e hospitaleiro, passou a ser alvo de ricassos ricaços que vinham fugidos da violência e em busca de sossego.

Mas eu não vou fazer muita propaganda, dizer que Floripa tem 42 praias, uma natureza exuberante, coisa e tal, pois como já disse aqui, sou meio xenófobo e quanto menos gente de fora perturbando e trazendo violência junto, melhor. Depois que essa cidade começou a ser infestada de gaúchos, paranaenses e paulistas nunca mais foi a mesma. O Adriano, do Meu ouvido não é penico, me convidou para um Meme cujo tema está no título deste post.

Sendo assim, listo as 5 coisas boas para se fazer em Florianópolis se você não gosta de ficar desfilando aquela sua roupa nova na noite nem ficar cozinhando igual leitão a pururuca na praia:

1 – Bom Abrigo

Apesar de eu não gostar de praia, eu gosto do mar. Sim, é diferente. Gostar de ir à praia é ficar um dia inteiro torrando no sol, deitado ou sentado naquela areia grudenta ou ficar boiando igual merda na água (que já estão quase uma merda, e no sentido literal). O bairro Bom Abrigo é banhado por uma praia de mar manso, mas o tchan deste lugar são as árvores e os banquinhos que ficam embaixo delas, nos brindando com uma sombra agradável num dia de calor. Ideal para passear com a namorada, bater um papo ou até mesmo realizar uma D.R em grande estilo. É um lugar que, particularmente, gosto de ficar com a Renata jogando papo fora e namorando ;)

2 – Mercado Público

Nada como dar uma caminhada no vão do mercado público municipal. Ver as peixarias, lojas de artesanato, comércio diversificado, tomar um “negocinho” em algum bar que tenha lá dentro, um caldo de cana… Visitar o Mercado Público e ouvir as histórias mais antigos que ainda trabalham lá é resgatar a cultura da cidade. Antes de fazer qualquer coisa lá dentro, imagine que um dia o mar chegou até ali.

Se vier à Floripa e decidir visitar o mercado, não deixe de tomar uma geladinha no Bar Spinoza do meu amigo Janir, comprar uma tainha com o meu amigo Pirão do Pescados Silveira (foto) e comer aquele Prato Feito com omelete de camarão no bar do meu amigo Plácido.

Muita gente vêm de fora e acha horrível o cheiro do peixe. Mas adora ficar boiando um dia inteiro numa praia semi-poluída ou anseia morar na beira-mar, o metro quadrado mais caro da cidade pra ficar cheirando esgoto MERDA o dia todo. Vai entender os turistas; deve ser por isso que sou meio xenófobo com eles.

3 – Mirante da Lagoa

A Lagoa da Conceição é, sem dúvida, um lugar muito bonito de visitar. Apesar da turistada que vem de fora construindo casa de qualquer jeito e ajudando a acabar com aquele paraíso, ela ainda encanta muita gente. A praia, os restaurantes (venha preparado, comer em Florianópolis é pedir pra pagar 80 reais num prato de arroz, peixe e uns projetos de camarão) e os passeios de barco são pontos fortes do lugar.

Ainda tem o Morro da Lagoa com uma vista maravilhosa do mirante. Só não faça que nem fiz nessa foto, num dia nublado e quase chuvendo.

4 – Barra da Lagoa

Já visitou a Lagoa? Beleza. Continue adiante, passe a praia da Joaquina e voilá! A Barra da Lagoa é outro lugar que eu acho legal. Não esqueça de perguntar onde fica o restaurante associação dos pescadores e comer uma anchova por lá. Abraço, Ênio!

5 – Estádio Orlando Scarpelli

Hoje não. Mas em 2014 vocês vão ouvir falar deste estádio. Profecia lançada.

Este quinto ítem vai ser importante quando você, malemolente turista, já tiver acabado com toda a cidade construindo casas em áreas impróprias, continuar jogando seus esgotos nas nossas praias e tiver transformado a Beira-mar na 25 de março. Aí, não vai ter mais essa beleza toda, então você vai procurar paleativos paliativos. Como nossos shoppings são umas merdas, se você não gosta de ir pra noite pra ver boyzinho vestido de marginal com o pau pequeno tentando safar essa frustração com o som do seu carro e não gosta de ficar cozinhando na areia-misturada-com-cocô da praia, essa vai ser sua opção: ver o Figueira jogar ou assistir a Copa, obviamente, pra quem estiver vivo em 2014.

Meme: escrever por paixão ou por dinheiro?

sexta-feira, março 30th, 2007

O Fagner Souza, do blog cavanhascavanhas.com, me convidou para este Meme. Ele foi convidado pelo Alexandre Rauta, que foi convidado pelo Bruno Godói que, parece, começou a brincadeira.

Escrevo em blogs desde o início do blogger.com. Há mais ou menos 5 ou 6 anos, ainda usuário assíduo do IRC, tinha um blog que falava acerca deste antigo e viciante mundo, bem como sobre as redes, canais, da época em que era IRCop da BrasIRC (hoje Virtualife) e postava algumas pérolas, asneiras que os usuários piamente acreditavam ser verdades (se você acha as pérolas dos comentários nos blogs coisa rara, não conheceu as do IRC).

Há algum tempo dei uma parada e há 4 meses estou novamente escrevendo. Não me considero um exímio escritor, mas gosto de escrever aleatoriamente aquilo que me chama atenção sempre tentando respeitar as regras de linguagem e de gramática (sou fã daqueles “30 dicas para escrever melhor”). Eu disse, tentando. Nem sempre consigo.

Nessa volta, vi que muita coisa mudou de lá pra cá. Desde os sistemas de blogs, alguns conceitos, termos e gírias e até a monetização que eu nunca havia experimentado. Neste retorno, passei a ler diariamente a lista Blogosfera que reúne blogueiros de todos os cantos do nosso país e que fomentam boas discussões que serviram em pouco menos de um mês para que eu me atualizasse e adequasse às novas modinhas.

Gosto de escrever porque gosto de ser lido. Gosto que as pessoas saibam dos fatos, notícias, seja lá em qual área for, sob a minha ótica. Gosto que elas concordem ou discordem, acrescentando novos pontos de vista e possíveis debates nos comentários. Posso dizer que blogo por hobby (não sei se definiria como paixão).

Entretanto, com o aumento de audiência que tive no decorrer deste tempo, vi que poderia fazer o blog “se sustentar”. Primeiro, me filiei ao AdSense colocando o sistema deles de links patrocinados. Depois, o Buscapé que paga por comparação de preços no site deles (recentemente abolido deste blog, explicado em outro post).

E este blog se sustenta. Apesar da quantia que tenho ainda ser virtual – no AdSense ainda não cheguei ao valor mínimo para pagamento e o Buscapé pagará, creio, no próximo mês – este blog têm hoje, contabilizando os dois programas, dois anos de domínio e hospedagem garantidas. O que vier, daqui pra frente, será lucro.

E apesar deste blog se pagar, não posso dizer que escrevo por dinheiro. Se um dia achar que tenho condições, tiver audiência e um parceiro não tão “muy amigo” como o Buscapé, talvez complemente a minha renda com isso. Mas escrever por dinheiro, acho que nem o primeiro problogger brasileiro o faz. Pra ele ter o retorno que têm, com certeza é apaixonado pelo que faz e o faz bem feito. O dinheiro é consequência – não que seja irrelevante. Até mesmo porque ele não beija na boca!

Convido para participar:

- Jânio Sarmento (Lucrando na Rede)
- Daniel Bender (Bender Blog)
- Nospheratt (Blogando por Dinheiro)
- FernandoMS (Blog do Pulga)
- Rafael Cardoso Jr. (Porque veio?)

Meme: Doméstica – Rumo à formalidade

segunda-feira, março 26th, 2007

Muito tem se falado sobre a profissão de empregada doméstica na mídia, ultimamente. Não é fácil (apesar de parecer) ter o privilégio ou a necessidade de ter este profissional em sua casa. Primeiro porque você precisa ter extrema confiança na pessoa que vai ter acesso ao seu lar, seus bens, seus filhos. Uma pessoa má intencionada pode lhe causar boas dores de cabeça.
O outro inconveniente é com a justiça. O Direito do Trabalho é eficiente nesse caso e segundo o juíz Aluízio Santos, do Tribunal Regional do Trabalho, “É mais econômico cumprir a legislação. Se a empregada doméstica não recebe os devidos direitos, ela tem 100% de chance de ganhar na Justiça.” Ora, é importante que a empregada esteja regularmente registrada e que sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) conste toda sorte de dados (nome, CPF, salário, etc.) e de anotações (anotação de férias, reajustes salariais e afins) bem como o pagamento dos devigos encargos.

Apesar de parecer assustador ter que, além de pagar o salário, arcar com despesas como INSS e benefícios, há quem diga que ainda sai mais barato, a longo prazo, estar na formalidade. Mas é importante ressaltar que além dos benefícios do profissional e a segurança de se ter um emprego registrado, ele também é propenso aos “rigores” do artigo 482 da CLT, a lei das improbidades (justa causa).

Outro dado que têm chamado muito a atenção dos empregadores, é o incentivo fiscal: o empregador poderá deduzir do seu imposto de renda o INSS pago para o empregado. Esta regra vale para quem tem um empregado e o valor limitado a um salário mínimo.

Sendo assim, se você, malemolente empregador, não quiser enfrentar um tribunal, trate logo de pesquisar uns modelos de contratos de trabalho e regularizar a situação da dona Maria que faz aquela comidinha gostosa e deixa sua casa “habitável”.

Fontes:
http://www.domesticalegal.com.br/legalxilegal.asp
http://www.picarelli.com.br/magali/cartilha_domestica.htm

Este post faz parte do Meme criado pelo Jorge do Direito e Trabalho.

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