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Category: Internet

Por que registrar domínios .tv? Tuvalu está afundando!

Posted by Daniel Becher on mai.03, 2009, under Humor, Internet (1) Comment

Se o aquecimento global não for controlado, Tuvalu vai ser riscada do mapa. Este pedacinho de terra perdido no oceano pacífico, entre a Austrália e o Hawaii, contendo pouco menos de doze mil habitantes e com aproximadamente 26 quilômetros quadrados de área, pode ser submerso pelas águas do oceano que banha esta ilha caso a emissão de poluentes à atmosfera continue fazendo o famoso aquecimento global funcionar como uma espécie de degelo dos nossos polos. Mas estou parecendo um ambientalista pobre que vira pernóstico numa mesa de boteco, então este parágrafo basta pra explicar o que está acontecendo com este estado da Polinésia.

Tuvalu vai sumir do mapa

Tuvalu vai sumir do mapa

E  o que isso tem a ver com a Internet?

Bom, como sabemos (ou pelo menos quem trabalha com Internet como eu), os domínios com sufixo .TV, muito embora muito requesitados para projetos que tratam acerca da mídia televisiva,  é referente a nossa quase naufragada Tuvalu. Assim como os domínios .ME não são tipicamente “pessoais”, como a expressão em inglês enseja, e sim relacionados à Montenegro (Sérvia e Montenegro).

O GoDaddy, empresa de minha preferência e de mais algumas centenas de milhares de clientes espalhados mundo afora, resolveu brincar ou fazer a sua parte. Ou desdenham de que o aquecimento global realmente vai transformar Tuvalu em Atlântida, ou realmente estão engajados e acharam uma forma discreta, bem humorada e direta pra manifestarem sua posição.

Por que escolher .tv? Tuvalu está afundando!

Por que escolher .tv? Tuvalu está afundando!

Ao passar o mouse em cima da extensão .tv, o aviso destacado acima aparece e te questiona:

“Por que escolher .tv?

  1. Nota: A ilha de Tuvali está afundando
  2. Alternativas recomendadas: .COM, .NET e .INFO”

Piada? Ativismo? Talvez. Mas as bolsas de apostas já registram 10 por 1 que isso é coisa de um estagiário.

A dica foi do Semi-clone, via GReader.


Nada é ilimitado – nem a Internet

Posted by Daniel Becher on abr.26, 2009, under Críticas, Internet (3) Comments

Um problema corriqueiro que eu passo ao oferecer planos de hospedagem de sites e blogs para os meus possíveis clientes, na Via Hospedagem, é concorrer com provedores que oferecem planos “ilimitados”. Eu não vou entrar no mérito se é ou não válido, muito embora não considere falta de ética nem nada falar disso, cada um faz o seu marketing e enrola trouxa da maneira que mais lhe convém. Mas é que o assunto é bem mais abrangente.

Quando vamos a uma churrascaria ou pizzaria que funciona no sistema de rodízio, onde você pode se empanturrar de tanta comida pagando um preço único, temos alguns fenômenos que podemos observar. Um deles é o aumento do preço. Sim, se a churrascaria deixa você escolher entre buffet ou rodízio, onde a carne rola solta na sua mesa, com certeza pagará mais caro, geralmente o dobro, pelo espeto corrido. O segundo é que eles trabalham na lei da compensação. Ou pelo menos o esquema começou assim. Sim, porque um jovem raramente procura uma churrascaria pra almoçar no domingo sozinho. Geralmente o cara já é casado ou no mínimo tem namorada ou noiva, e se ela não fugir a regra, come bem menos da média. Se fizermos uma média ponderada, ou seja, se somarmos o que ele e ela comeram e dividirmos por dois, daria o equivalente ao que ele apenas comeria no buffet.

Desta forma, os dois pagaram o mesmo preço, porém um comeu mais e o outro menos; assim apenas “um” comeu. Basta entender como o governo faz estatísticas pra dizer quanta gente tá morrendo de fome ou tá desempregada, é simples: eu como dois frangos e você não come nada há uma semana, isso quer dizer que nós dois estamos felizes arrotando coxas e sobrecoxas. Capice? Capisco.

O terceiro fenômeno, o mais comum e o que leva o “negócio” ao fundo do poço mais rápido, é cair a qualidade. Digamos que agora no seu restaurante só vai quem descobriu a sua “manha” de compensar a comida, então ele só vai quando tá com muita fome e deixa a mulher em casa pra não dar despesa. O proprietário volta a ter preju. Então de duas uma: ou ele acaba com o rodízio ou, então, céus… ele detona a qualidade. Começa a comprar carne de pior qualidade e passar mais aquele tempero branco que faz a carne ficar macia (e com o mesmo gosto das outras, sem ser possível diferenciá-las). Serve menos carnes nobres e passa mais vezes as carnes mais baratas. As técnicas são imensas. Não é raro chegar num estabelecimento desses e achar uma picanha de 2kg (ou o boi era superdesenvolvido ou tem boi na linha, desculpe o trocadilho).

É isso que faz a turma do Skarvuska, ou, como disse no início, provedores gringo-estrangeiros fazem. Eles te dizem que te oferecem tudo ilimitado, liberam geral na hora da assinatura do contrato, e depois te podam pelas beiradas. Pra eles, dá no mesmo, eles ofereceram a mesma coisa só que dando ênfase no ilimitado. O seu olho brilha ao ler a palavra ilimitado, da mesma forma que as suas lombrigas se alvorotam na possibilidade de comer muito churrasco com menos cascalho (não é a propaganda da Skol), e esquece dos pormenores. Esquece, por exemplo, que você pode baixar tudo mas não pode baixar nada. Mas como assim? Veja:

Clique para aumentar

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Tecnicamente, não há nada errado. Se você clicou na imagem e a viu maior, pode ver que eles oferecem o Net Virtua 12mbps a 299,90. Em tese, você tem um puta link e pode atolar seu HD de besteiras fazendo download a vontade, baixando tudo o que quiser, né não? Não. Você só tem um puta link (e olhe lá, não entremos no quesito qualidade por agora) e ponto. Tem um porém ali. Tem uma coluna chamada “franquia” e você só pode baixar 90gb por mês. Então a tese de que a Internet deles é ilimitada cai por terra.

Pois se fosse ilimitado, sua franquia OU não existiria, ou seria de aproximadamente 2500GB mensais (ou 2,5terabyte). Os 90 giga você teria diariamente. É simples, basta calcular a quantidade de segundos que existem por mês e multiplicar pela velocidade de download (que é mensurada em segundos, por isso esse cálculo). Seria mais ou menos a possibilidade de baixar intermitentemente arquivos.

Nada é ilimitado, nem mesmo o seu provedor de hospedagem, nem a churrascaria da esquina. Eles compram carne no mesmo local daquela churrascaria chique e que vende o mesmo corte de picanha pelo preço do seu olho direito, não há mágica, não há feitiçaria. Há jogada de marketing, há engana-trouxa, ou um eufemismo menos agressivo: estratégia de mercado. Simples assim.

PS: a tabela de preços acima, ao que tudo indica é do ano passado. Foi encontrada aqui.


Navegando a 10mb – mais uma de amor à GVT

Posted by Daniel Becher on abr.26, 2009, under Críticas, Internet (2) Comments

Eu já manifestei publicamente N vezes a minha satisfação em ser cliente da GVT. Não precisaria, pois ao passo que eu pago pelo serviço que considero o melhor prestado nessa área aqui em Santa Catarina (quiçá do Brasil) e essa por si só seja a minha contra partida, eles não me retornam um mísero centavo pra fazer propaganda do serviço deles.

Vocês já sabem, nobres leitores, que eu assinei a GVT, que eu troquei pro plano Mega Flex (vocês até votaram) e que fiz o upgrade pro plano de 3 mega. Não é raro fazer uma busca por aqui e encontrar vários comentários meus acerca da Global Village Telecom.

O que vocês ainda não sabem é que eu entrei na nova promoção da GVT, o Turbonet MegaFlex de 10mbps. Estava desenganado, pois a propaganda na TV não deixava claro se era só pra novos clientes ou os mais antigos poderiam assinar também. Logo, não sei porque razão, deixei passar batido e sequer fiz um contato. Conversando com um amigo, há mais ou menos duas semanas atrás, descobri que os já clientes poderiam entrar nesse barco, e foi o que fiz. O Dario também passou por algo parecido.

Não contente em vislumbrar uma conexão ultra-rápida, a minha fatura, pasme, caro leitor, baixou. Sim, durante um ano a minha conta com eles não só não vai aumentar, como baixou a módica quantia de R$10,00. Depois de um ano, é claro, o preço muda. Mas segundo me informaram pelo 103 25, eles voltam automaticamente para o plano que eu tinha, ou seja, não vão simplesmente dar uma de joão-sem-braço e me mandar uma fatura astronômica referente aos 3mb. Vão me dar a opção de escolher se eu quero continuar ou volto como estava.

É claro que é um pega-ratão, a empresa acostuma o cliente a ter uma conexão rápida e depois de um tempo o vicia nisso. Mas é uma promoção, e como promoção essa vantagem deve ser encarada. Pior fazia a Brasil Telecom ao oferecer o Pula-Pula até 2010 e no meio do processo inventou uma segunda promoção que limitava os ganhos, porque viu que não era capaz de oferecer mundos e fundos pro cliente sem a contra partida, um ‘overselling’ (vender mais do que tem pra oferecer, comum em provedores de hospedagem ilimitados) gigantesco, e no final das contas quem pulou fui eu.

Sendo assim, agora este é o meu teste de velocidade:

Rápido, né?

Rápido, né?

Você pode até dizer, “ah, mas teste de velocidade do provedor é relativo, por causa das rotas internas, etc e tal”. Ok, vamos a um teste externo, e mais que isso, estrangeiro, pra garantir que ele vai passar por mais de um backbone.

Rápido, né?²

Rápido, né?²

Melhor que fazer downloads a 1.2mbps via Torrent ou Http, é ser cliente da GVT. E reitero meus agradecimentos, a minha satisfação e minha fidelidade como cliente. Obrigado, GVT!


Céu de Brasília terá estacionamento para aeronaves

Posted by Daniel Becher on mar.18, 2009, under Aviação, Internet, Notícias (3) Comments

Que o trânsito está pra lá de caótico em qualquer cidade com mais de 200 mil habitantes nós já sabemos. Com as facilidades de se adquirir um veículo automotor hoje em dia, redução de IPI e a briga voraz pra esvaziar o pátio das concessionárias, qualquer zé povinho sai com um carro 0km financiado a perder de vista e em suaves prestações. Além dos reflexos que isso tem na economia (mais gente devendo do que gente pagando) e que nós já sentimos no bolso, o trânsito não fica imune da frota que tem rodado nas grandes cidades deixando o mais parco dos seres humanos numa crise de nervos.

Trânsito pesado na ponte aérea

Trânsito pesado na ponte aérea

Mudando de assunto mas ainda falando sobre transportes, o avião presidencial Aerolula Airbus A319, o primo MUITO pobre do A320 (que é o que tem sido usado pela TAM para vôos de curta e média distância), deu problema nesta terça-feira. Lula estava nos Estados Unidos batendo um lero com Obama quando ao tentar regressar a aeronave apresentou problemas na porta. Por isso, embarcaram num Boeing 737 da FAB e quando estavam chegando em Brasília os flaps resolveram não abrir. Não é tão grave quanto uma pane nos reversores ou nos spoillers, por exemplo, mas compromete e MUITO a segurança de uma aproximação o não acionamento desta peça que torna a aeronave mais estável e segura, aumentando a área das asas e tornando eficiente a sustentação daquele trombolho a quase 300 quilômetros por hora na hora do pouso.

A aterrisagem foi brusca mas nada aconteceu. Porém o que me impressionou foi um parágrafo desta notícia no Terra (ah, sempre o Terra!):

Segundo auxiliares do presidente, o comandante do avião considerou que não havia risco à vida de Lula e, por isso, decidiu pousar na Base Aérea de Brasília. De acordo com esses mesmos auxiliares, a tripulação jamais teria concluído o pouso se ele apresentasse qualquer possibilidade de risco à integridade do presidente e das autoridades presentes.

Como assim eles consideraram POUSAR? Eles iam fazer o que? Fico imaginando o cara com um Boeing 737 carregado de autoridades fazendo baliza e o co-piloto fazendo movimetos circulares com o braço pra ele encostar direitinho ao lado da aerovia pra não atrapalhar o tráfego. Depois, uma equipe da FAB vindo com um Hércules ou um caça qualquer fazer a manutenção para prosseguirem viagem.

De qualquer forma, a Dilma Roussef estava a bordo. E isso me dá muito, MUITO medo!


Obrigado, GVT!

Posted by Daniel Becher on mar.10, 2009, under Críticas, Internet (2) Comments

Eu adoro quando falam bem dos serviços que eu presto na área de Web Hosting. Isso só acontece quando eu consigo atender plenamente  um cliente. E vocês querem saber, sem falsa modéstia? Eu recebo muito elogio e pouca crítica. Não pense que estou me achando, apenas estou dizendo a verdade. Me esforço pra que isso não faça de mim um acomodado, pelo contrário, estou sempre primando pela qualidade e diferenciando no atendimento ao meu cliente, tentando proporcionar a ele, a cada dia, novas e boas experiências. Para que continuem polindo o meu ego mas, sobretudo, continuem tendo isso como um combustível para essa relação comercial salutar.

E o cliente pode esquecer aquele dia que o servidor ficou fora por 30 minutos por algum imprevisto na rede do Datacenter, ele pode não levar em consideração que o preço que você cobra é um pouquinho maior que o da concorrência que mal lhe “olha nos olhos” ou ainda pode esquecer qualquer situação embaraçosa que esta relação comercial ofereceu. Mas ele nunca vai esquecer também das boas experiências que você o proporcionou, jamais deixará de colocar na ponta do lápis do custo X benefício aquela vez que ele ficou na mão e mesmo não sendo responsabilidade sua, ele teve o seu problema resolvido ou ainda recebeu alguma “luz” pra uma solução de um problema que sequer era causado pelas duas partes. Eu não quero aqui impetrar a “lei do silêncio” pela troca de favores, estou falando de experiências más (corriqueiras) e boas experiências (que não achamos em qualquer boteco) que são saudáveis em qualquer relação.

Digo isso porque é muito fácil quando nos frustramos com um serviço, metermos a boca no trombone e sair esbravejando a plenos pulmões os defeitos do serviço prestado por uma organização. Mas as vezes deixamos de reconhecer o que é bom, o que nos agrada, sob alegação de que estamos pagando e fim. Em tese, deveria ser assim, pagar por um serviço que foi prestado e a relação comercial continua viva. Mas num país onde empresas, por exemplo as de telefonia e as de cartão de crédito, deitam e rolam e estão defecando e caminhando para a clientela, urge a necessidade de que o cliente faça a diferença, e que não necessariamente seja uma forma de reconhecer o qué bom, mas diferenciar o que é ruim e ali fazer uma espécie de justiça.

Aqui no QG da Via eu tenho uma linha telefônica da GVT com o serviço TURBONET MEGA MAXX instalado, ou seja, um telefone e uma ADSL de 3mbps de velocidade. Para que a Internet chegue até meu computador, eu preciso dessa linha, mas não faço ligações. Eu pago um X por mês pra ter os dois, mas acaba que os 300 minutos do plano que assino são quase que totalmente ignorados. Mas mesmo assim faço questão de pagá-lo, ao invés de aproveitar que na mesma residência existe um outro telefone da Brasil Telecom e que bastava mais uma quantia Z (x-y) pra chegar um serviço parecido.

Tudo isso porque, ao contrário da concorrente BrT, com a GVT eu tenho um serviço que me proporciona excelentes experiências; a conexão não cai frequentemente (aliás, vocês vão achar que é mentira minha, mas eu NUNCA — repito — NUNCA fiquei sem conexão em quase um ano de fidelidade), eu tive flexibilidade no contrato após negociação (pasme!) pelo telefone, eu sou atendido por seres humanos que entendem do que fazem e fazem porque gostam (adoro essa frase), porque eu tenho opções de mudança e de ajuste às minhas necessidades e elas são minimamente explicadas e prontamente atendidas se necessário, enfim… uma parceria comercial que não me trouxe um bilionésimo de cabelo branco por conta de algum percalço.

A qualquer momento do dia, o serviço que mais me interessa no meu pacote, funcional a todo vapor, independente do horário, provando que a GVT entrega o que vende, cumpre o que promete. Ao contrário de alguns concorrentes que oferecem mundos e fundos, no mais descarado overselling (vender mais do que pode entregar ou atender).

Testa de velocidade da GVT

Testa de velocidade da GVT

Assim como o Rafael Fischmann, do blog MacMagazine, eu falo bem daquilo que me traz boas experiências. E isso não tem preço.

Obrigado, GVT!