Eu vou virar a casaca!

Na gíria do futebol, quando alguém é conhecido por torcer para um time e aparece com a camiseta de outro ou mesmo no estádio do inimigo torcendo de forma eufórica para o alheio, dizem que o sujeito “virou a casaca”. A decepção de um amigo, mesmo que torcendo para o rival, ao ver o sujeito virar a casaca, é parecida quando um pai descobre que a filha é prostituta ou o filho é traficante, com a ressalva de que nestes casos apesar dos pesares ainda há um retorno financeiro implícito.

Por 24 anos da minha vida eu torci para o Figueirense, mas nos quatro últimos anos não frequentei um estádio de futebol. Há um bom tempo não vou no Orlando Scarpelli por motivos familiares, um assunto de foro íntimo que não cabe neste post, talvez num outro. O fato é que não deixei de torcer para o Figueirense. Mas um fato me incomoda, e esse eu não tenho vergonha de compartilhar: há exatos 8 anos eu não tenho uma camiseta do Figueirense.

A Umbro assumiu o patricínio do material esportivo do clube de Florianópolis em 1999. O primeiro modelo por ela fabricado e distribuído eu devo ter guardado em algum armário se já não virou comida para traças, mas o fato é que essa empresa não fabrica camisetas em tamanhos “especiais”, o que faz este nobre sujeito gordo que sou ficar impossibilitado de ter uma. São 8 anos a fio procurando as lojas na vã esperança de que pudesse, em algumas das renovações semestrais de material esportivo do time, tê-la.

Portanto eu decidi que viro a casaca. Viro mesmo, não estou nem aí, podem falar o que quiser, pode o meu pai infartar denovo por causa do Figueirense (uma pista para os 4 anos sem estádio) que eu não ligo. O primeiro torcedor que disser que o seu clube vende camisetas em tamanho grande, não sendo do rival Avaí — porque torcedor do Figueirense que se preze é muito mais anti-avaiano do que alvinegro –, eu torço.

Ontem visitei o Shopping Itaguaçu e provei uma do Internacional de Porto Alegre, time que quando pequeno eu tinha uma certa simpatia e admiração. Até já tive, na mais tenra idade, uma camisa do Inter, quando ainda era patrocinado pela Coca-Cola, comprada direto do Beira-Rio pelo advogado da empresa que meu pai trabalhava, colorado uma barbaridade. A camiseta serviu (!) mas como o tecido usado neste tipo de material é muito fininho, ela colava no corpo e fazia um estilo “mamãe sou forte”. Mas já sei que o tamanho 5G (XXXXXL) serve. Já tinha até me convencido de deixar R$165,90 lá na loja, à vista. Pena.

A proposta está feita: se você é fanático por futebol e quer ganhar um torcedor pro seu time, é só ele ter uma camiseta pra gordo. Afinal, os brutos também amam. E torcem.

Figueirense, campeão da Copa São Paulo

Que fique registrado neste blog, que o Figueirense, meu time do coração, venceu hoje a equipe do Rio Branco por 2 à 0 na partida decisiva da Copa São Paulo, se tornando o primeiro campeão catarinense em 39 edições do torneio disputadas.

O Figueirense, time até então desprezado por muitos, não é estreante no maior campeonato de juniores do Brasil, mas conquista o primeiro título nacional para o clube, após o vexame a derrota no ano passado para o Fluminense pela Copa do Brasil, na final, já na categoria profissional.

Figueirense Futebol Clube

Aqui manifesto publicamente os meus votos de parabéns à todo o elenco do Figueirense Futebol Clube, à diretoria, à sua torcida e, em especial, ao treinador Rogério Micali, meu vizinho e amigo. Anotem bem este nome, entusiastas do futebol brasileiro. Esse cara vai longe.

ps.: queridos editores do portal Terra: na página do Figueirense, quem escreveu o hino não foi Lamartine Babo que, provavelmente, nunca esteve em Santa Catarina nem conheceu quem diabos era Figueirense.

Mediocridade

Naquela fatídica partida entre Botafogo x Figueirense, no Maracanã, válido pela semi-final Copa do Brasil deste ano, o dirigente do time carioca, Carlos Augusto Montenegro, chamou o time catarinense de medíocre. Eu fiz um artigo no Fim de Jogo sobre o ocorrido, mas transcrevo aqui a parte que me interessa:

O time deles é medíocre. Nossa previsão era de fazer quatro ou cinco gols no primeiro tempo, e o pior é que fizemos. A bola não bateu na trave, não correu na linha, nós fizemos. O Figueirense não passou do meio-de-campo.

Ontem o mesmo Botafogo do mesmo Carlos Augusto enfrentou o River Plate  pelas oitavas-de-final da Copa Sulamericana. O Botafogo tinha a vantagem e ainda começou com vantagem numérica no placar. Ganhando por 2×1, o Botafogo ainda poderia levar dois gols e o River precisava de pelos menos três. E conseguiu. O time do mesmo dirigente que chamou o Figueirense de medíocre, não conseguiu não levar TRÊS gols tolos e manter a classificação.

Quem é medíocre agora, doutô?

Maria Eliza Correa Barbosa

Quem achava que Ana Paula de Oliveira era a única bandeirinha batendo um bolão nos gramados do Brasil, está enganado. Maria Eliza Correia Barbosa é a mais nova sensação do público masculino aliando as duas maiores paixões nacionais: Futebol e Mulher.

Com 27 anos, a assistente de arbitragem paulista já atuou em dois campeonatos brasileiros e está no seu terceiro, sendo nos dois últimos 19 partidas bandeiradas. Segundo entrevista à VIP de maio deste ano, nunca lhe faltou respeito por parte dos jogadores e o pagamento é igual ao dos homens colegas de profissão.

Maria Eliza Correa Barbosa Bandeirinha

E as fotos dela na Playboy, cadê? Tomara que não seja outra decepção igual à Ana, photoshopada mais que o normal.

Maicon Santana: Criatividade é tudo

E eu já disse isso por aqui. Quando você tem um objetivo e pelas vias de fato não consegue, só a criatividade te faz lograr êxito e gerar prodígios. Prova disso é Maicon Santana, menino de 15 anos nascido na cidade de Adustina, na Bahia. A mesma habilidade que o garoto mostra com a bola, fazendo aquela embaixadinha moleque, de várzea, malandra, provavelmente não é a mesma que tem com o computador, pois logo no início do vídeo ele agradece pela ajuda de pessoas na produção do material.

Mas Maicon, ou quem está por trás disso tudo querendo faturar uns caraminguás, viu que entrar numa peneira nem sempre é tarefa das mais fáceis. Aliás, peneira é o vestibular da bola, é sorte. Você se prepara um grande período de tempo pra num dia resolver tudo. Se tiver acordado com um olho de peixe embaixo do dedão do pé direito, com aquela caganeira safada, uma dor de cabeça, mau humor do feio e bobo olheiro ou até mesmo se for uma segunda-feira onde você olha pra janela do seu quarto e tem a clara noção de que aquele não é seu dia, melou tudo. Prova disso é o volante Mineiro, aquele do São Paulo, que aos dezesseis anos de idade fez testes no Internacional, no Grêmio, no Vasco e no Corinthians. Reprovou em todos os quatro.

Boa sorte ao menino Maicon. Que ele encontre seu lugar ao sol. Independente de ele conseguir encaixar sua habilidade n’algum clube de futebol, já é um vencedor na vida, pois além de conseguir aparecer nos mais importantes espaços de mídia, já conseguiu o carinho da torcida e da diretoria do Flamengo, seu time do coração, que já enviou dois emissários para analisar o futebol-arte do moleque.