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5 dicas para gastar menos com Turismo em Florianópolis
Posted by Daniel Becher on nov.05, 2008, under Florianópolis (17) Comments
Florianópolis entrou faz tempo na rota das grandes cidades quando o assunto é turismo. É uma cidade, apesar do seu rápido e constante crescimento, relativamente segura e pacata. O movimento maior acontece do mês de dezembro em diante quando gaúchos, paranaenses, paulistas e cariocas, também os gringos argentinos e uruguaios, vêm passar aqui o Natal, o Reveillón, aproveitam para esticar as férias e ficam até o carnaval. Os gringos, principalmente, ainda preferem do carnaval pra frente, um mês e meio de lambuja na média temporada onde fica mais mais fácil economizar e gastar menos pilas, e que ainda pode-se encontrar dias de sol e calor, prato cheio para as 42 praias (sem contar o restante da região metropolitana).
Entretanto, existe um problema comum entre cidades emergentes no turismo: o preço de hospedagem e alimentação, por exemplo, vai às alturas. O manezinho da ilha, principalmente aquele que vive da gastronomia perto dos balneários, provinciano que é, acaba azeitando bem a sua dentadura para que a mordida seja sempre bem dada. Experimenta comer uma sequência de camarão na Barra da Lagoa em pleno janeiro na capital catarinense, leitor. Você sentirá fortes dores no bolso.
Mas é possível economizar em Florianópolis. Conhecer Floripa sem gastar muito dinheiro é possível, desde que você abra mão de alguns luxos. Há quem não consiga. Eu, por exemplo, não teria me dado por satisfeito se fosse pra Porto Alegre e não almoçasse nem na Churrascaria Roda de Carreta (35 CTG) nem na Galpão Crioulo. É como ir ao Rio e não conhecer o Cristo, ou como ir à Liberdade, em São Paulo, e não comer um sushi. Vir a Florianópolis e não gastar 150 mangos com algumas variedades de camarões e ostras não vale a pena, se é a primeira vez que você aporta por essas bandas. Mas como disse, dá pra economizar. Vejamos:
Transporte
Se você já foi a Porto Alegre, sabe o quanto é barato andar de táxi naquela cidade. Mas não tente fazer isso aqui, nem da primeira vez pra “ver como é”. Se você pegar um branquinho do aeroporto (Carianos) e fizer uma viagem até o norte da ilha onde ficará hospedado, lá se foi seu primeiro dia de planejamento financeiro. Você não vai deixar com o taxista nada menos que R$60. E pagar sessenta reais numa corrida de taxi NÃO DÁ.

Aproveite estas banquinhas e compre vales transporte a preço baixo. Ou, como dizemos aqui, passes de ônibus.
Experimente as linhas de ônibus que, apesar de demorar um pouco mais, não te deixam na mão. Os estudantes daqui adoram fazer manifestação contra as empresas de ônibus, mas é fato que temos uma das melhores e mais modernas frotas de transporte coletivo atualmente. E, claro, o preço é bem mais honesto: com pouco mais de três reais você sai do continente, vai até o Centro, faz uma baldiação gratuita com uma linha das praias e vai até a praia dos Ingleses (um trajeto de, no mínimo, 70km) pagando mixaria.
Hospedagem

A vista do Continente até que não é tããão ruim! Essa é a famosa ponte Hercílio Luz.
Ok, você não é rico e não quer sustentar a oitava descendência dos donos de pousadas? Perfeito, não hospede-se na Ilha. “Ah, mas se não me hospedar na ilha vou ficar longe de tudo, blá blá blá.” Filho, você já respondeu a primeira pergunta de forma afirmativa e já assinou sua declaração de pobre. Deixe de luxo e hospede-se na parte continental da ilha. Lá não tem praia (a não ser que você considere os centros de tratamento de esgoto da Casan erroneamente chamadas de baías), é uma área tipicamente residencial e não custa os olhos da cara.

No Hotel Majestic hospedam-se apenas celebridades, modelos famosas, artistas, o Romário e ricaços. Você não vai se hospedar lá, eu sei, eu botei essa foto pra te dar vontade, otário que sou.
Você não vai acordar e ao abrir a janela enxergar o mar, evidentemente. Mas por 35 reais o casal você queria o quê, a tranquilidade da Lagoa da Conceição? Te enxerga, mané!
Alimentação

A Paella é uma delícia. Mas custa caro!
Eu não saio de casa pra comer mal. Se existe uma área que eu NÃO economizo dinheiro é a gastronomia, a não ser que existam opções parecidas com mais de 30% de diferença do preço. Do contrário, eu como bem. Se eu tiver fazendo turismo, então, com certeza parte da grana destinada à empreitada já está contabilizada no centro de custos “comilança”.

O Xis é uma refeição completa: salada, pão, carnes e um colesterol extra por um preço honesto.
Mas dá pra fazer um contra-ponto entre comer bem e economizar de leve. Você pode almoçar um rodízio de camarão na beira da praia do Sambaqui (aquele lugar é lindo, acreditem, e caro tanto quanto) e jantar no Xis Mania. Uma refeição de patrão, com camarão frito, ao bafo, à milanesa, à dorê e na cachaça te sai por reles 100 reais (contabilizando refrigerante). Enquanto isso, um Xis Calabresa lá no Xismania, em São José, município conurbado e de fácil acesso (continente), te custa pouco mais de 6 dinheiros tupiniquins.
Lazer

O sol se pondo num dos locais mais tradicionais e em que a cultura açoriana está melhor evidenciada: O Sambaqui.
Praia é um troço barato. E é de graça. Pra frequentá-la você só investe no traslado, dinheiro já contabilizado no ítem 1, Transporte. Você pode se enrolar na areia, fazer castelinho, surfar, pegar onda estilo jacaré, dar um caldo naquele seu cunhado chato, pode ver bundinhas de graça, promover concursos informais de bikini sem que sua esposa se flagre disso e, ainda de quebra, rir dos gaúchos e paranaenses enquanto tomam chimarrão pelando de quente enquanto você toma uma breja gelada (compre no supermercado, na beira da praia custa a sua córnea direita).

Outra opção viável (gratuita) é a visita ao Parque Florestal do Córrego Grande. E não, não estávamos fazendo nada de errado na mata virgem florianopolitana, apesar do sorriso.
Mas se você é caipira, tudo bem, você vai sair de um grande centro onde tudo o que tem pra se divertir é shopping e cinema e vai insistir e pegar uma sessão por aqui, quem sou eu pra contrariar? Prefira às segundas-feira (onde o cinema nacional custa uma baba) ou quartas-feiras (quando existe na maioria dos shoppings um preço diferenciado).
Aqui não contabilizo o turismo propriamente dito, a farofagem, como conhecer a Praça XV e dar algumas voltas em torno da centenária Figueira que te promete casamento a curto prazo, a visita ao museu ao lado, à catedral em frente, ao mirante da Lagoa da Conceição, à Ilha do Campeche e suas inscrições rupestres, ao histórico Mercado Público enfim, isso tudo é quase de graça.
Compras
Você veio comprar o quê aqui? Aqui não é Aparecida e seu camelô-da-fé, não temos uma Santa Ifigênia nem somos abençoados com uma 25 de Março. Mas independente disso, não se ache a última Trakinas do pacote por ter comprado algo no Beiramar Shopping ou no Iguatemi. É relevante citar que (quase) tudo o que você pode comprar nos shoppings da cidade existe na versão genérica em um dos três grandes camelódromos da região metropolitana. Dois no centro da cidade e um terceiro em São José (taí um outro lugarzinho interessante pra conhecer caso a grana esteja curta), que como já falei aqui, fica do ladinho de Floripa e oferece um certo entretenimento (como o centro histórico, o centro histórico e também tem o… Lembrei, centro histórico!).

Shopping em alta temporada só pra ver o movimento, tomar sorvete, pegar um cinema ou conferir os enfeites natalinos! Nada de deixar sua minguada verba por lá.
Existe na maioria dos balneários as feiras de artesanato onde você pode levar algumas lembranças da cidade, alguns souvernirs relacionados à história de Florianópolis, ao seu povo, à sua cultura por um preço bastante interessante. Se você ainda não se cansou das férias, pode dar uma caminhada e acompanhar o entardecer tomando uma água de côco na beira-mar e lá tem outra grande feira de artesanado e gastronomia todos os domingos.
Espero que tenham aproveitado tanto as dicas quanto as fotos. Todas, eu disse TODAS as fotos foram feitas por mim. Lindas, né? Obrigado!






















