Archive for the ‘Dinheiro’ Category

Como vender Cartão de Crédito para quem precisa (lições de telemarketing)

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Não, você não vai encontrar neste texto uma guia completo pra fazer vendas de cartão de crédito ou algo assim. É mais um jeito meu de chamar a atenção do qualquer outra coisa.

Porque se tem algo que eu considero um desperdício burro de dinheiro é telemarketing. Geralmente é um cara ou uma moça com uma voz irritante, um sotaque chato pra cacete que não é o teu (isso é MUITO importante e não tem nada a ver com xenofobia), te abordando enquanto você acabou de brigar com a mulher ou levou uma cagada homérica do chefe, sem qualquer condição de tratar aquele assunto no momento e coisas desse naipe. Está criado um péssimo ambiente para uma venda acontecer.

Pelo contrário, nesse clima hostil que o vendedor achou pra tentar empurrar algo de goela abaixo pro cliente acaba criando o que os gurus-fodões do marketing (Chupa Philipp Kotler!) chamam de marketing negativo. Aí a vaca vai pro brejo e tal.

Telemarketing

Telemarketing

Um dos setores que mais explora essa forma de venda é o de Cartões de Crédito. Visa e Mastercard usam e abusam das ligações inoportunas pra encher o saco dos mais variados tipos de gente Brasil afora. Isso quando não são os próprios bancos que fazem, querendo vender junto com a bandeira do cartão o seu logotipo estampado na tarjeta.

Acontece que há mais ou menos um mês eu venho GRITANDO no Twitter que eu preciso de um cartão de crédito melhor. Já sou cliente do Mastercard e do Visa, mas com os limites que tenho nesses cartões eu mal consigo pagar um suco de groselha pra minha namorada, quem dirá poder pagar os meus fornecedores, todos estrangeiros, via PayPal. Aliás, o do Master eu não consigo usar, dá erro sempre que tento comprar DOIS sucos de groselha ao invés de um, em dólar.

Se os queridinhos do telemarketing acessassem este link agora, que nada mais é que uma busca no Twitter pela palavra Cartão de Crédito, veriam que não só eu, mas mais gente está atrás de um cartão de crédito, ou se manifesta expondo suas vontades em adquirir um, talvez aumentar o limite, fazer um upgrade, trocar de bandeira, etc.

Não tenho números concretos de quantas vendas se concretizam ou se é um negócio realmente rentável ficar ligando de casa em casa oferecendo um, mas imagino que se fosse muito ruim eles não insistiriam (ou vai saber?). De qualquer forma, sei que é uma propaganda negativa do cacete e que poderiam achar meios melhores de atingirem as metas.

E eu continuo aqui, esperando a boa vontade de algum banco me ligar oferecendo um cartão internacional pra TRABALHAR, enquanto neste momento alguns atendentes estão alimentando sua úlcera após (im)possíveis clientes  dizerem algum desaforo e desligarem o telefone na cara.

Relação cliente x fornecedor – uma realidade cruel

segunda-feira, julho 27th, 2009

Assistindo este vídeo que foi indicado pelo Leo Baiano no Twitter eu me identifiquei em várias situações, cada uma com suas peculiaridades que com certeza me resgataram da memória algum momento em que estive negociando ou atendendo a pedidos até absurdos de alguns tomadores dos meus serviços.

Me lembrei, inclusive, de um proprietário de uma pizzaria que queria me pagar pelo serviço com, advinhem? Claro, uma pizza. E o mais absurdo não era nem o fato de ele pagar querendo usar o preço de venda dele (já que ele só pagaria, de fato, o preço de custo), mas sim pela proposta constrangedora: “troco o valor em questão por uma pizza brotinho, topas?”

Se eu aceitei? Claro que não, eu tenho a minha pizzaria favorita e o preço que eu pago por ela mais das vezes chega a mais de 50% do brotinho em questão. Eu não troco meus gostos pessoais por negociatas bobas, e menos ainda prostituo o meu trabalho. Cliente que acha meu serviço caro sempre tem uma resposta caso ele não ceda: a concorrência é grande, faça uma pesquisa e achará preços mais em conta.

Vamos falar de dinheiro?

terça-feira, junho 23rd, 2009

Vamos. Vamos falar de dinheiro porque falar de dinheiro torna pessoas mais responsáveis no uso deste recurso que mais das vezes acaba com casamentos e grandes impérios, botequins e empresas de grande porte. Dinheiro, não só o de papel. Vamos falar de dinheiro mas não do substantivo, vamos falar do nome próprio que não existe na língua portuguesa, mas que deveria ganhar uma maiúscula no início pela importância que tem, principalmente em épocas de crise (?) que estamos vivendo.

vamos-falar-de-dinheiro

E vamos falar de dinheiro agora neste post sobretudo porque não só o Navarro, sabedor da importância do vil metal e do vil papel, foi um dos responsáveis pela guinada que eu dei na minha vida no início deste ano sendo meu cliente e apostando num projeto que gestei dentro de mim (e não foi um flato) durante muito tempo, mas também me ensinando através do Dinheirama como não dar um passo maior que a perna quando minha cabeça de bagre mandava fazer totalmente o oposto.

Vamos falar de dinheiro, enfim, porque este é o título do mais novo filho do meu grande amigo Conrado Navarro, e merece todo holofote possível, e dispensa mesmo os comentários que já teci nas linhas dos parágrafos anteriores.

Se você é igual a mim, que se pergunta todos os dias se é melhor alugar ou comprar um imóvel, se deve investir em ações ou poupança, que diabos a inflação faz que deixa todo mundo de calças na mão ou como se livrar daquela dívida que te tira o sono, então vamos falar de dinheiro.

PS: se você sentiu um enorme comichão nos dedos após ler este post e está quase fechando a compra do livro, alto lá. Eu não falei que o cara ensina sobre dinheiro? Aproveita e economiza 30% colocando o código DINHEIRAMA quando for solicitado no formulário de compra da Editora Novatec.

PS2: depois que comprar e ler o livro (e concorrer a um iPod Shuffle Mini), se livrar das dívidas, tiver um baita investimento na manga e conseguir sua independência financeira, volta aqui que você me deve uma cerveja.

Os clichês do Carnaval

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

Carnaval pra mim é igual merda, com a diferença que não fede. Ou fede?

Não ligo muito, não gosto do ziriguidum menos ainda dos balangandãs. Detesto lantejoula, brilho e demais alegorias. Multidão por multidão, prefiro o aconchego da minha casa. O bom é que quem não mora nas regiões carnavalescas, como praias e locais que tenham clubes, como onde eu moro, o sossego é garantido. Assim eu espero.

Mas o carnaval vem por osmose, a TV mostra o desfile das escolas e ver umas mulatas e umas loiras gostosas pagando um peitinho faz até eu ver um pouco da Sapucaí. Só não gosto de ver a Mangueira entrar, dizem que dói bastante, mas esse é outro clichê que não pretendo abordar por ora.

Não bastasse esse turbilhão de batuques adentrando à minha residência em forma de samba-enredo, eu recebo constantemente algo que eu já não aguento mais: são os trocadilhos das ofertas das lojas de departamento virtuais. Não falha um ano; Saraiva, Americanas, até o Submarino entra na avenida pra fazer trocadilhos como esse que eu fiz agora. Duvida?

Saraiva

Saraiva

Esse é absoluto o maior de todos. “Caia na folia com as lojas XXX” (troque pelo nome da loja e o clichê tá pronto, sem mostarda).

Americanas

Americanas

Ponto Frio

Ponto Frio

Shoptime

Shoptime

Nem a estreante Casas Bahia, que há pouco lançou sua loja virtual, pela primeira vez no grupo especial entrando na passarela (!) escapou do clichê.

bloco-casas-bahia

Porque não é o fato de criar promoções específicas para o Carnaval. Se ainda fossem promoções, mas é a mesma enganação de sempre: “Compre Notebook de R$8.587.499,99 por R$1.299,99″. São descontos absurdos que existem o ano todo e com o mesmo frete grátis que eles dão em qualquer época se você comprar acima de 99 reais (e quem é que compra abaixo de 99 reais com os preços praticados por eles?). O fato em questão é o clichê, é a falta de criatividade pra fazer algo diferente.

Comprafácil

Comprafácil

Quem se destacou um pouquinho foi a Comprafácil com a historinha acima. Foi a única que não ficou na ala da mesmice nem no recuo da falta de criatividade.

Ademais, nenhuma delas vai conseguir vender nada pra mim mesmo, já que esse ano eu desfilo na Acadêmicos do Sem-grana.

Cartão de débito é lenda urbana

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

Raramente alguém me liga pra oferecer cartão de crédito. Vejo muita gente reclamando que o telemarketing das bandeiras e dos bancos mais conhecidos são implacáveis quando querem te oferecer um novo cartão, mas eu nunca tive problema com isso. Nunca sequer me pararam na rua pra oferecer um deles. Não estou falando aqui de cartões com o da Renner ou os cartões do Ibis, que se proliferam como pobre em cidade grande. Falo dos cartões normais.

Mas mesmo assim, quando comecei meu relacionamento com o meu banco, procurei um. Queria ter um cartão de crédito pra uma emergência, lá nos primórdios da minha vida financeira, e o débito nem era tão repercutido assim. Com o passar do tempo acabei adquirindo um costume que eu acho prático hoje em dia, pagar tudo com dinheiro de plástico. À vista, mas com cartão de débito, não no crédito nem no dinheiro. Porém não é uma tarefa fácil. Pagar no débito sempre foi uma lenda urbana.

Não é tão simples como eles tentam te convencer

Não é tão simples como eles tentam te convencer

Primeiro porque o comerciante pequeno — não falo aqui dos grandes — se sente como se estivesse fazendo um favor pra você, quando você estende a tarjeta pra eles. Se você diz que o pagamento é no débito eles logo pensam na fatia que precisam deixar para a financeira em questão. Sim, compras a crédito e a débito têm um custo. Se você compra algo no valor de R$100,00, 5% desse bolo fica com a bandeira e não estou contando a taxa mensal que eles pagam pra ter a maquininha na loja.

Segundo porque ninguém respeita o cliente que paga com cartão. Não foi uma nem foram duas as vezes que eu fui num posto abastecer o carro e tive que pagar a gasolina mais cara que a “da promoção” porque não paguei em dinheiro. Um verdadeiro desrespeito com o consumidor. Isso quando não aceitam vender determinados produtos onde o lucro é pequeno, como no caso das bebidas, ou o preço é pequeno E tabelado, como no caso dos cigarros. Já tentou comprar cigarro em posto de combústivel no débito? é praticamente impossível. E aí não falamos apenas de desrespeito, falamos de um crime contra o consumidor, falamos de ilegalidade além da imoralidade já debatida no parágrafo.

Aos poucos, e não poderia deixar de ser, afinal estamos no Brasil, o código de defesa do consumidor vai sendo melhorado e algumas decisões importantes vêm sendo tomadas. Mesmo que a passos de tartaruga, as lojas já se adequam ao fato de que não podem mais rejeitar compra com cheque, à vista ou a prazo, levando em consideração a data de existência da conta corrente; era uma medida de segurança que as lojas tomavam para não receberem calote, ou minimizar a possibilidade de. E aí aparece outro impasse: olhando pelo lado do lojista, em épocas de crise o crédito é extremamente valioso e precisa ser racionado, como então confiar num cliente? Algumas lojas já até entraram com pedido liminar na justiça para poderem terem o direito de não mais vender com cheque e receio que o preço diferenciado para o débito vai continuar.

Eu continuo preferindo pagar tudo com o cartão de débito e sempre dou preferência para as lojas que dispõe da facilidade. Mesmo sob risco de a qualquer momento cometer uma Gumpice de fazer um pratão no Quilo da Maria e esquecer de perguntar se eles aceitam meu dinheiro virtual.

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline