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Category: Dinheiro

Vamos falar de dinheiro?

Posted by Daniel Becher on jun.23, 2009, under Dinheiro (2) Comments

Vamos. Vamos falar de dinheiro porque falar de dinheiro torna pessoas mais responsáveis no uso deste recurso que mais das vezes acaba com casamentos e grandes impérios, botequins e empresas de grande porte. Dinheiro, não só o de papel. Vamos falar de dinheiro mas não do substantivo, vamos falar do nome próprio que não existe na língua portuguesa, mas que deveria ganhar uma maiúscula no início pela importância que tem, principalmente em épocas de crise (?) que estamos vivendo.

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E vamos falar de dinheiro agora neste post sobretudo porque não só o Navarro, sabedor da importância do vil metal e do vil papel, foi um dos responsáveis pela guinada que eu dei na minha vida no início deste ano sendo meu cliente e apostando num projeto que gestei dentro de mim (e não foi um flato) durante muito tempo, mas também me ensinando através do Dinheirama como não dar um passo maior que a perna quando minha cabeça de bagre mandava fazer totalmente o oposto.

Vamos falar de dinheiro, enfim, porque este é o título do mais novo filho do meu grande amigo Conrado Navarro, e merece todo holofote possível, e dispensa mesmo os comentários que já teci nas linhas dos parágrafos anteriores.

Se você é igual a mim, que se pergunta todos os dias se é melhor alugar ou comprar um imóvel, se deve investir em ações ou poupança, que diabos a inflação faz que deixa todo mundo de calças na mão ou como se livrar daquela dívida que te tira o sono, então vamos falar de dinheiro.

PS: se você sentiu um enorme comichão nos dedos após ler este post e está quase fechando a compra do livro, alto lá. Eu não falei que o cara ensina sobre dinheiro? Aproveita e economiza 30% colocando o código DINHEIRAMA quando for solicitado no formulário de compra da Editora Novatec.

PS2: depois que comprar e ler o livro (e concorrer a um iPod Shuffle Mini), se livrar das dívidas, tiver um baita investimento na manga e conseguir sua independência financeira, volta aqui que você me deve uma cerveja.


Os clichês do Carnaval

Posted by Daniel Becher on fev.20, 2009, under Dinheiro, Internet (2) Comments

Carnaval pra mim é igual merda, com a diferença que não fede. Ou fede?

Não ligo muito, não gosto do ziriguidum menos ainda dos balangandãs. Detesto lantejoula, brilho e demais alegorias. Multidão por multidão, prefiro o aconchego da minha casa. O bom é que quem não mora nas regiões carnavalescas, como praias e locais que tenham clubes, como onde eu moro, o sossego é garantido. Assim eu espero.

Mas o carnaval vem por osmose, a TV mostra o desfile das escolas e ver umas mulatas e umas loiras gostosas pagando um peitinho faz até eu ver um pouco da Sapucaí. Só não gosto de ver a Mangueira entrar, dizem que dói bastante, mas esse é outro clichê que não pretendo abordar por ora.

Não bastasse esse turbilhão de batuques adentrando à minha residência em forma de samba-enredo, eu recebo constantemente algo que eu já não aguento mais: são os trocadilhos das ofertas das lojas de departamento virtuais. Não falha um ano; Saraiva, Americanas, até o Submarino entra na avenida pra fazer trocadilhos como esse que eu fiz agora. Duvida?

Saraiva

Saraiva

Esse é absoluto o maior de todos. “Caia na folia com as lojas XXX” (troque pelo nome da loja e o clichê tá pronto, sem mostarda).

Americanas

Americanas

Ponto Frio

Ponto Frio

Shoptime

Shoptime

Nem a estreante Casas Bahia, que há pouco lançou sua loja virtual, pela primeira vez no grupo especial entrando na passarela (!) escapou do clichê.

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Porque não é o fato de criar promoções específicas para o Carnaval. Se ainda fossem promoções, mas é a mesma enganação de sempre: “Compre Notebook de R$8.587.499,99 por R$1.299,99″. São descontos absurdos que existem o ano todo e com o mesmo frete grátis que eles dão em qualquer época se você comprar acima de 99 reais (e quem é que compra abaixo de 99 reais com os preços praticados por eles?). O fato em questão é o clichê, é a falta de criatividade pra fazer algo diferente.

Comprafácil

Comprafácil

Quem se destacou um pouquinho foi a Comprafácil com a historinha acima. Foi a única que não ficou na ala da mesmice nem no recuo da falta de criatividade.

Ademais, nenhuma delas vai conseguir vender nada pra mim mesmo, já que esse ano eu desfilo na Acadêmicos do Sem-grana.


Cartão de débito é lenda urbana

Posted by Daniel Becher on fev.20, 2009, under Dinheiro (6) Comments

Raramente alguém me liga pra oferecer cartão de crédito. Vejo muita gente reclamando que o telemarketing das bandeiras e dos bancos mais conhecidos são implacáveis quando querem te oferecer um novo cartão, mas eu nunca tive problema com isso. Nunca sequer me pararam na rua pra oferecer um deles. Não estou falando aqui de cartões com o da Renner ou os cartões do Ibis, que se proliferam como pobre em cidade grande. Falo dos cartões normais.

Mas mesmo assim, quando comecei meu relacionamento com o meu banco, procurei um. Queria ter um cartão de crédito pra uma emergência, lá nos primórdios da minha vida financeira, e o débito nem era tão repercutido assim. Com o passar do tempo acabei adquirindo um costume que eu acho prático hoje em dia, pagar tudo com dinheiro de plástico. À vista, mas com cartão de débito, não no crédito nem no dinheiro. Porém não é uma tarefa fácil. Pagar no débito sempre foi uma lenda urbana.

Não é tão simples como eles tentam te convencer

Não é tão simples como eles tentam te convencer

Primeiro porque o comerciante pequeno — não falo aqui dos grandes — se sente como se estivesse fazendo um favor pra você, quando você estende a tarjeta pra eles. Se você diz que o pagamento é no débito eles logo pensam na fatia que precisam deixar para a financeira em questão. Sim, compras a crédito e a débito têm um custo. Se você compra algo no valor de R$100,00, 5% desse bolo fica com a bandeira e não estou contando a taxa mensal que eles pagam pra ter a maquininha na loja.

Segundo porque ninguém respeita o cliente que paga com cartão. Não foi uma nem foram duas as vezes que eu fui num posto abastecer o carro e tive que pagar a gasolina mais cara que a “da promoção” porque não paguei em dinheiro. Um verdadeiro desrespeito com o consumidor. Isso quando não aceitam vender determinados produtos onde o lucro é pequeno, como no caso das bebidas, ou o preço é pequeno E tabelado, como no caso dos cigarros. Já tentou comprar cigarro em posto de combústivel no débito? é praticamente impossível. E aí não falamos apenas de desrespeito, falamos de um crime contra o consumidor, falamos de ilegalidade além da imoralidade já debatida no parágrafo.

Aos poucos, e não poderia deixar de ser, afinal estamos no Brasil, o código de defesa do consumidor vai sendo melhorado e algumas decisões importantes vêm sendo tomadas. Mesmo que a passos de tartaruga, as lojas já se adequam ao fato de que não podem mais rejeitar compra com cheque, à vista ou a prazo, levando em consideração a data de existência da conta corrente; era uma medida de segurança que as lojas tomavam para não receberem calote, ou minimizar a possibilidade de. E aí aparece outro impasse: olhando pelo lado do lojista, em épocas de crise o crédito é extremamente valioso e precisa ser racionado, como então confiar num cliente? Algumas lojas já até entraram com pedido liminar na justiça para poderem terem o direito de não mais vender com cheque e receio que o preço diferenciado para o débito vai continuar.

Eu continuo preferindo pagar tudo com o cartão de débito e sempre dou preferência para as lojas que dispõe da facilidade. Mesmo sob risco de a qualquer momento cometer uma Gumpice de fazer um pratão no Quilo da Maria e esquecer de perguntar se eles aceitam meu dinheiro virtual.


Como tirar o nome do SPC/Serasa pelas telecom sem perder a cabeça

Posted by Daniel Becher on out.21, 2008, under Dinheiro (4) Comments

Há um ditado muito conhecido aqui nas bandas do sul, que diz que “mulher e carro não se emprestam”. Tá incompleto o dito, faltou citar o nome. Nunca emprestei mulher nem carro, por isso não sei a intensidade das cefaléias provenientes destas atitudes, mas emprestar o nome me fez perder as estribeiras. Quando é pra alguém da família (e família eu digo pai e mãe), vá lá, mas quando é para estranho, prepare-se pra ficar sem dormir noites a fio. Porque quando a dívida é nossa nós nos condicionamos emocional e financeiramente pra quitá-la, mas nada podemos fazer quando um parente ou amigo vira as costas e te atocha no rabo uma dívida, e das grandes.

No meu nome, no momento em que escrevo o post, existem 4 registros no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Dois deles, ainda, constam também no Serasa. Quem me acompanha no Twitter viu que em determinados momentos eu perdi as estribeiras, desde que resolvi, por volta das 9 horas da manhã, entrar em contato com Brasil Telecom e Vivo pra quitar os débitos por minha conta mesmo e cobrá-las posteriormente.

Há quem aconselhe que quanto antes se pagar uma dívida, melhor; que deixá-las rolando no banco ou financeira aguardando um décimo terceiro ou algum dinheiro atrasado é menos depreciativo (aí entra inflação, juros, multa, encargos financeiros e o escambau). Não que os credores incentivem você a pagar uma conta mais atrasado o possível, claro que não, ainda não jogam dinheiro fora, mas é fato que depois de algum tempo com uma fatura em atrasado e notando a indiferença do devedor em relação à ela, as chances de um desconto gordo são maiores.

Na Brasil Telecom não teve jogo, até porque a conta não havia ido parar em um escritório de cobrança, era coisa recente. Sorte que eram duas faturas bem pequenas, de 35 reais cada. Mas as da Vivo, que já tinham parado na tal da Hoper e Creditone, uma de 215 e outra de 120 reais, consegui um gordo — obeso, rotundo, adiposo – desconto. 20% em cada uma delas, quase 70 reais. Ou seja, neste caso, as da Brasil Telecom ficaram como se fossem “de brinde”.

O estresse que passei hoje com certeza não compensou desconto algum, pelo contrário, devo ter envelhecido mentalmente uns três anos e fumei quase uma carteira de cigarros inteira enquanto OU ouvia musiquinhas idiotas de atendimento digital OU tentava tresloucadamente conseguir falar com algum energúmeno atendente tentando explicar que dois dos telefones que eu precisava quitar já nem existiam mais, sequer lembrava dos números das linhas.

Dicas importantes pra tentar negociar com operadoras e tirar seu nome do pau sem ter um ataque cardíaco:

  • Antes de penesar em pegar no telefone, faça um estoque de comida e líquidos potáveis deixando-os acessíveis no raio que alcançar o fio do telefone;
  • Não ligue para o 0800 tendo posse de: materiais cortantes, cordas de varal, anfetaminas, veneno para rato, armas de fogo e afins;
  • Tente obter forças ocultas dentro de você e dance igual Carlinhos de Jesus ao som das tradicionais sinfonias de Bethoven e correlatos;
  • Decore ou tenha em mãos documentos importantes e informações relevantes como seu CPF, RG, endereço, CEP, Cartão do SUS, Renavam do veículo, data de nascimento do seu melhor amigo, vinte e oito números de telefone para indicação. Além disso, decore a tabuada atualizada de 2009;
  • A cada uma hora de negociação com as referidas empresas, relaxe um pouco, estique os braços, faça movimentos com o punho (e não pulso, ok?), coma uma fruta e beba água ou isotônico;
  • Lembre-se sempre: você é quem deve, foda-se. Eles não têm o dever nenhum de te tratar bem. Seria generoso da parte deles, mas NUNCA, NUNCA se esqueça que SEMPRE quem atende pra vender tem uma voz doce e meiga, e quem atende pra cobrar tem voz ríspida e usa poucas palavras. Isso é jogada deles pra te fazer sentir culpado (e você já tem um potencial grande pra isso, uma vez que você é um VELHACO!).

Se você segiu estas pequenas dicas, é possível que tudo dê certo. Agora, é esperar cinco dias úteis para apenas e tão-somente apenas receber o boleto, mais 48 horas para pagá-lo e o banco compensá-lo à empresa credora e (ufa!) esperar mais 7 dias úteis pra o seu nome sair do SPC e SERASA.

Simples assim.