Archive for the ‘Críticas’ Category

Cini Gengibirra – O refrigerante do ano pela ABND

terça-feira, março 9th, 2010

A ABND, ou Associação Becher de Normas Degustativas, vem ao longo de 26 ininterruptos anos provando bebidas e comidas Brasil afora. Em cada pedaço da nação em que piso, além de afofar a terra eu procuro experimentar gostos, temperos, sabores… Há muito, mas muito tempo, fui apresentado às gasosas, o que muitos chamam de refrigerecos, quando elas ainda eram envasadas em garrafas tipo as de cerveja. Aqueles vasilhames realmente eram melhores, mas a evolução tecnológica e capitalista exigiu as pet, que pra mim nunca passou de um termo relacionado aos estabelecimentos onde levo minha cadela pra tomar banho.

Hoje estou em Curitiba com o escritório itinerante da Via Hospedagem. Volto amanhã, visita rápida pra servir de motorista pra minha mãe. E pra não ter que pagar 3 reais com cinquenta centavos numa simples água mineral no hotel onde estamos hospedados, procuramos uma loja do Mercadorama pra uns beliscos e água abundante. Verdade que quem visse um homem gordo e com aproximadamente 1 metro e 90 centímetros de muita gostosura sair com aquela sacolade a água mineral, de pronto diria que estava prestes a passar dois meses no Saara. Mas dentro de uma dessas sacolas havia algo que comprei pra experimentar: o refrigerante Cini Gengibirra, como o nome sugere, a base de gengibre.

“É bom pra garganta”, disse que a matriarca da família. Não estava afim de saber das qualidades medicinais dos 510 mililitros de água gaseificada e saborizada, apenas queria experimentar. Saber que essa genre marota paranaense estava produzindo por acá. Qual foi minha surpresa ao levar um gole deste precioso líquido às papilas gustativas? Muito FODA!

Só disse isso: é uma bebida FODA. Enquanto Dourado gritava CARALHO ostensivamente ao ver sua família na tela do BBB 10, eu pensava comigo: FODA.

No mesmo momento reuni a equipe técnica da ABND e, sabendo do gosto peculiar da nossa Diretora de Degustação de Bebidas à Base de Água e Gás, sabia que a resposta não poderia ser outra: diferente. Fez caras e bocas. Mas como confiar no paladar de alguém que não gosta de chimarrão?

Enfim. O refrigerante é muito bom. Não é nem muito doce, nem tem gosto de aspartame (não é light, já é um ponto forte). Não parece uma versão pobre econômica às marcas principais, porque além de não existir uma marca famosa produzindo algo parecido, não é uma empresa de quintal. O site da Cini nos leva a crer que suas bebidas são seriamente produzidas. Mas por via das dúvidas não vou experimentar nunca o New Cola, não quero quebrar o encanto.

Lembra no início da degustação o gengibre, mas não chega a ser enjoativo como aquelas balinhas vendidas na farmácia pra cantores de cabaré. O gosto final é de uma soda padrão e não deixa nenhum ranso na boca depois de beber. Não dá sede (acredite, os refrigerantes, que em tese têm intenção de matar a sede e “refrescar” em sua maior parte dão sede depois).

Segundo outros grandes postulantes à ABND @lenteaberta, @christiangump, @gomespr, @poperotico e @lidifaria, Gengibirra é uma “Instituição curitibana”.

Devo levar pra Floripa nesta quarta uma caixa pra degustação com amigos e parentes.

E lembre-se: beba Gengibirra. Obedeça sua curiosidade. Inventei agora. De nada, Hugo Cini.

Si hay gobierno, soy contra! Será?

segunda-feira, março 8th, 2010

A frase tem origem anarquista, deve ter um contexto que eu desconheço pois ainda estou pesquisando e não encontrei. Mas dou-me ao luxo de pular porque não é o objetivo do post falar dela, ou sobre anarquismo. Aliás, anarquismo é algo que o público alvo da minha crítica não sabe nem sequer deve ter esquentado banco de escola pra aprender.

Mas o teor da frase, em sentido literal, lhes parece muito aprazível. Uns porque vêem seus calos sendo pisados com alguma moléstia social e outros apenas para engodar as entrevistas na TV como bem descreveu o Rafinha Bastos.

Primeiro, uma mãe desesperada cedendo entrevista para o noticiário das 12h porque hoje começaria o ano útil para a creche do seu filho e não vai poder contar com o tal serviço público municipal, tendo que levar o pequeno desassistido junto consigo nas sua atividade laborativa.

Eu realmente acho que pagamos impostos suficientes pra termos serviços de primeiríssima qualidade (e olhando de um certo ponto de vista até temos, principalmente se compararmos com países da mesma categoria). Mas ficar nessa punhetação de que “eu pago imposto, quero serviço” não adianta. Pricipalmente se não fazemos isso na época que realmente devemos fazer, que são as eleições. Depois é fácil aparecer na TV pra Rosescheylla comentar na repartição no dia seguinte. O problema de falta de creche e escola pública de qualidade é atávico. Não é de hoje. Muito provavelmente quando esta nobre senhoura abriu suas roliças coxas, já não existia a creche.

Então ela tem três opções: fechar suas roliças coxas, usar um método contraceptivo ou chorar as pitangas. Indiretamente elas preferem chorar as pitangas, via de regra.

Porque chega dessas masturbações filosóficas de porta de boteco, minha gente. Chega desse papo que o governo isso, o governo aquilo. Se não tem creche e você não pode pagar por isso, ou não pode viver às custas do marido, FECHA A PORRA DA PERNA.

Depois, um cara nascido no Paraná, estupefato após presenciar um tiroteio num bairro nobre (eu discordo) da capital, diz sem qualquer pudor que a cidade “não é mais a mesma”. Porra, paranaense! É matemática e lógica! A cidade tem pouca grana e grande potencial. Vem gente de fora trazendo dinheiro. Ela continua cheia de potencial e agora tem dinheiro. Em suas bagagens, bem ou mal, vem ladrões, traficantes, vagabundos de toda sorte.

É sua culpa. Sou xenófobo? Claro que não. Florianópolis só é o que é hoje por causa dos gaúchos, paranaenses, paulistas, brasileiros de todos os rincões. Mas é a lei da causa e efeito.

O que me irrita é essa masturbação, essa punheta em looping infinito sobre o governo isso, o governo aquilo. No cu dos outros é refresco, meu camarada.

E o pior é saber, que a maioria que culpa o governo é a mesma que não vota sem um in$entivo. Ponto.

Manchetes TIM – Um serviço não solicitado, pago e sacana

segunda-feira, setembro 28th, 2009

Quando me tornei cliente da TIM eu sabia que era uma excelente operadora de telefonia móvel. Mas também sabia, por conta do celular da Renata que não pára de receber mensagens no fim de semana, que eles mandavam spam a torto e a direito. São informativos de promoções, daquelas do tipo “Responda as perguntas e concorra a um Playstation 3″ ou “Ganhe um Gol 0km agora mesmo!”.

Mas o que não sabia é que eles eram tão safados quanto já ouvi dizer por aí. Até agora, em relação ao serviço de voz e dados não tenho nada a reclamar, tirando o fato de o 3G não funcionar nas cidades que costumo estar, mas fico profundíssimamente triste pelo fato de eles te INSCREVEREM SEM TUA AUTORIZAÇÃO num serviço de mensagens de notícias chamado Manchetes, te darem 7 dias grátis e te cobrarem a partir do 8º dia.

No dia 23/09 recebi a seguinte mensagem do número 9696062:

Manchetes TIM - O início do pesadelo

Manchetes TIM - O início do pesadelo

Fiquei meio cabreiro, eu sou meio desconfiado quando não sei que bicho é, mas deixei quieto. Não tão quieto fiquei quando comecei a receber, algumas vezes por dias, as tais notícias, agora do número 9696093.

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Até que comecei a matutar nos tais 7 dias. Então perguntei pra Renata se ela tinha recebido algo nesse sentido. Ela disse que não mas resolveu dar uma pesquisada. E achou o tal site Reclame Aqui, uma espécie de site que promove a lavação de roupa suja entre cliente e consumidor, mas que cumpre tão bem seu papel a ponto de ter espécies de Ombudsman das empresas por lá, respondendo e resolvendo as pendências ora registradas pelos lesados consumidores.

Vocês podem ler a reclamação na íntegra (e não é só essa) clicando aqui, mas em suma o cara tava reclamando que recebeu isso que lhes mostro acima, solicitou o cancelamento, não parou de receber as mensagens como prometido e ainda por cima foi tarifado, cobrado pelo serviço que além de ele não pedir, solicitou o cancelamento e isto não aconteceu.

Resolvi cancelar. Advinha o que aconteceu?

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Vou registrar uma reclamação via telefone, claro, porque eles vomitam tecnologia só nas propagandas, mas tudo sempre acaba se resolvendo depois de muito bate-boca, tal qual um departamento público burocrático.

Aliás, algum de vocês passou por algo igual?

http://www.reclameaqui.com.br/312794/tim-celular/cobranca-indevida-da-tim-servico-que-nunca-pedi-canal-manche/

Como vender Cartão de Crédito para quem precisa (lições de telemarketing)

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Não, você não vai encontrar neste texto uma guia completo pra fazer vendas de cartão de crédito ou algo assim. É mais um jeito meu de chamar a atenção do qualquer outra coisa.

Porque se tem algo que eu considero um desperdício burro de dinheiro é telemarketing. Geralmente é um cara ou uma moça com uma voz irritante, um sotaque chato pra cacete que não é o teu (isso é MUITO importante e não tem nada a ver com xenofobia), te abordando enquanto você acabou de brigar com a mulher ou levou uma cagada homérica do chefe, sem qualquer condição de tratar aquele assunto no momento e coisas desse naipe. Está criado um péssimo ambiente para uma venda acontecer.

Pelo contrário, nesse clima hostil que o vendedor achou pra tentar empurrar algo de goela abaixo pro cliente acaba criando o que os gurus-fodões do marketing (Chupa Philipp Kotler!) chamam de marketing negativo. Aí a vaca vai pro brejo e tal.

Telemarketing

Telemarketing

Um dos setores que mais explora essa forma de venda é o de Cartões de Crédito. Visa e Mastercard usam e abusam das ligações inoportunas pra encher o saco dos mais variados tipos de gente Brasil afora. Isso quando não são os próprios bancos que fazem, querendo vender junto com a bandeira do cartão o seu logotipo estampado na tarjeta.

Acontece que há mais ou menos um mês eu venho GRITANDO no Twitter que eu preciso de um cartão de crédito melhor. Já sou cliente do Mastercard e do Visa, mas com os limites que tenho nesses cartões eu mal consigo pagar um suco de groselha pra minha namorada, quem dirá poder pagar os meus fornecedores, todos estrangeiros, via PayPal. Aliás, o do Master eu não consigo usar, dá erro sempre que tento comprar DOIS sucos de groselha ao invés de um, em dólar.

Se os queridinhos do telemarketing acessassem este link agora, que nada mais é que uma busca no Twitter pela palavra Cartão de Crédito, veriam que não só eu, mas mais gente está atrás de um cartão de crédito, ou se manifesta expondo suas vontades em adquirir um, talvez aumentar o limite, fazer um upgrade, trocar de bandeira, etc.

Não tenho números concretos de quantas vendas se concretizam ou se é um negócio realmente rentável ficar ligando de casa em casa oferecendo um, mas imagino que se fosse muito ruim eles não insistiriam (ou vai saber?). De qualquer forma, sei que é uma propaganda negativa do cacete e que poderiam achar meios melhores de atingirem as metas.

E eu continuo aqui, esperando a boa vontade de algum banco me ligar oferecendo um cartão internacional pra TRABALHAR, enquanto neste momento alguns atendentes estão alimentando sua úlcera após (im)possíveis clientes  dizerem algum desaforo e desligarem o telefone na cara.

Eu preciso de um pau de borracha

quinta-feira, agosto 20th, 2009

Eu já não estava bom da cara. Tive que acordar cedo pra tirar o carro da maldita garagem que inventaram de lavar pra pintar o condomínio. Aproveitei pra fazer uns exames que estavam pendentes pra próxima consulta com o cardiologista e a maldita técnica de radiologia que me atendeu pra fazer um raio-x do meu pulmão não avisou que era pra tirar a corrente do pescoço. E eu lá lembro que essa porcaria faz diferença?

Ficou toda nervosinha porque perdeu uma “chapa” e teve que refazer o trabalho. Mandei ela enfiar o diploma cu, claro. Se ela que tem que saber disso não sabe, imagina eu um reles administrador de redes com ensino médio completo e meia faculdade de teoria de merda administrativa. Mas enfim, saí de lá feliz por deixar aquele ambiente hostil e lotado de gente com máscara nas fuças pra não contaminar com “gripe sulina”, como diz um bêbado aqui da rua.

Entretanto o meu estoque de paciência já havia se esgotado. Só terei paciência com alguma coisa novamente lá pra semana que vem. Se não chover. Do contrário, toda a paciência foi sendo descarregada igual a um celular tocando musiquinha no maior volume e jogando qualquer coisa em java nos quarenta intermináveis minutos que fiquei na fila da clínica.

Mas aí me aparece outro filho de uma puta, spammer de merda. Esses caras que vendem equipamentos pra administradores de informática (função que exerci há mais ou menos 4 anos atrás e que foi suficiente pra me colocarem em todos os mailings de vendas de produtos de wireless do mercado) são uns chatos. E quando eles não aguentam o frenesi de uma distribuidora de informática ou são chutados porque não alcançam suas metas, seus mailings são teletransportados automaticamente pra outro cara, igual ou pior que este. E não deu outra:

  • *****@********wireless.com.br diz (14:19):
    boa tarde
  • Daniel Becher diz (14:20):
    oi
  • *****@********wireless.com.br diz (14:20):
    Daniel esta precisando de algum equipamento no momento ?
  • Daniel Becher diz (14:21):
    Estou
  • *****@********wireless.com.br diz (14:23):
    oque esta precisando ?
    qual equipamento
  • Daniel Becher diz (14:23):
    De um pau de borracha, pra enfiar no cu de spammer.
  • *****@********wireless.com.br diz (14:23):
    bacana

Tranquilo, sereno, direto e rasteiro. Acho que entendeu o recado.

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