Passou-se dois anos que alguém levantou a bandeira e vários aprenderam e repetir a expressão “feita no Photoshop” referindo-se a alguns ensaios fotográficos nú realizados por revistas de nudez como a Playboy, por exemplo. A vendagem nunca foi afetada por esse delito-flagrante que muitos denunciaram, pelo contrário, todos queriam continuar se enganando pela aparência plastificada das ex-BBB gostosas e de atrizes robustas como Juliana Paes. Até a Mulher Melancia perdeu alguns celulites, o sonho da maioria das mulheres, nas páginas impressas e melecadas, preferidas pelos adolescentes.
O programa de edição de imagens mais famoso do mundo, principalmente no Brasil onde qualquer idiota repete isso e acabou criando-se o mantra, também deve ter sido utilizado nas últimas fotos da Playboy da Fernanda Young. Muito provavelmente ela foi beneficiada com alguns retoques e isso eu nem vou discutir.

O que coloco em questão é que desta vez não foi nenhuma mulher fruta e escolhida pra ilustrar as fantasias mais ruborizantes da homarada brasileira, nem alguma ex-BBB precisando de palanque e mostrando o último aplique de silicone turbinado. Pelo contrário, foi uma mulher bonita, com tudo em cima apesar de já ter filhos e uma idade avançada, uma mulher dita “normal”.
E quando eu esperava que a Fernandinha iria cair nas graças da galera que só reclamava das super-mulheres irretocáveis, me engano novamente. Vaias e mais vaias por colocarem lá uma “velha”, uma mulher “normal”, alguém que julgam não ter beleza o suficiente para mostrar os seus (fartos) pelos pubianos frente às câmeras ousadas do fotógrafo da revista.

E o Tsunami não está nem perto de acabar, uma vez que rola um boato por estas plagas de que a próxima capa poderá ser dividida entre Alinne Moraes e Geisy, aquela moça estudante da Uniban (Universidade Bandeirante), de São Paulo, que foi hype na interwebs na semana passada e no início desta, após ter sofrido uma espécie de rechaçamento pelos alunos porque apenas e tão-somente trajava um minúsculo vestido oportunizando o sol bater em partes nunca dantes desbravadas pelo nosso satélite-mór.
Pra mim não faz diferença se quem está lá é a Velha da Praça, a Geisy da Uniban ou a Mulher Chuchú. Pouco me importa quem seja a protagonista daquela revista, eu realmente não gasto dinheiro pra ver isso. Chega no meu e-mail de graça pelos meus amigos que têm como único objetivo na vida disseminar putaria e bizarrices desse tipo.
Mas eu acho que é bom a homarada decidir se gosta realmente da fruta ou não, senão vão ter que colocar modelos masculinos pra agradar o público que ora se levanta contra mulheres, de fato.