Katy Perry, a irreverente

julho 9th, 2010

Quem diria que a moça da foto abaixo seja filha de um casal de pastores evangélicos americanos?

Não só é nascida em berço cristão como começou sua carreira gravando disco no estilo gospel, em 2001, e mudou pro pop / rock onde tem feito bastante sucesso, agora por exemplo no topo da Billboard desfilando com vestidos nada crentes :)

O Slonik selecionou no blog dele fotos de Katy Perry bem interessantes, dá uma olhada lá.

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Cupim, carne saborosa e acessível – receitas e dicas

julho 4th, 2010

O Cupim é uma carne muito polêmica. Começa que não é todo boi que tem aquela corcova atrás do pescoço, fornecendo este corte. Então você só tem o cupim do boi Zebú (ou raças cruzadas). É também considerada uma carne de segunda, por isso não é tão comum em churrascos e assados. Um tempo atrás tinha-se a lenda de que na gordura marmorizada desta carne, uma gordura muito densa, existiam toxinas perigosas para  a saúde. Balela, claro. Ela só se torna prejudicial a saúde se degustada sem moderação, claro, por conta da gordura. Como falei é uma gordura marmorizada, parecida com a da costela e do granito, diferente da gordura da picanha e do contra filé, que é de fácil remoção e se apresenta no estilo de “capa”.

Dos poucos que gostam de consumir este corte, a maioria coloca-a numa panela de pressão e depois leva ao forno alguns minutinhos para dourar. A panela de pressão faz o trabalho da remoção da gordura. Mas hoje eu resolvi experimentá-la na brasa, nunca havia feito, só degustado em churrascarias.

A receita é um pouquinho trabalhosa (visto que geralmente o churrasco é típico é temperado com sal grosso e levado a brasa, sem qualquer dificuldade). É assim:

Ingredientes

  • 1 taça de vinho branco, de mesa.
  • 1 copo de suco de laranja natural.
  • 1 cebola picada.
  • 6 dentes de alho amassados/triturados

Modo de preparo

você pega uma peça de cupim inteira, aproximadamente 2kg e “esfaqueia” ela, ou seja, faz-se furos com a cara para que o tempero penetre na densidade da gordura.

Coloca ela numa tijela, jogue por cima o vinho e depois o suco de laranja, despejando uniformemente sobre a carne para penetrar nos furos. Coloque por cima a cebola picada e os dentes de alho triturados. Evite colocar alho demais, para que ele não pegue demais o gosto e tire o sabor da carne. Deixe na geladeira de véspera. Se possível, neste ínterim, vire a carne para temperar bem.

Espete o corte de cupim num espeto em V (não se usa o espeto chato para que ele não gire dentro da carne e torne o trabalho de virar difícil, nem o espeto duplo). Enrole a carne num papel específico para assados na brasa (tipo celofane culinário) em forma de “bombom”. Com umas tiras enroladas do próprio celofane, amarre as extremidades deixando um espacinho para que a gordura não estoure quando começar a derreter.

Eu sempre recomendo que nenhum tipo de carne deve ser colocado na brasa com ela fria. Deixe ela ficar bem quente pra então colocar na churrasqueira.

Deixe cozinhar por aproximadamente por uma hora. Vire a carne e deixe mais uma hora. Depois disso, quando estiver bem cozida, tire o papel celofane e leve ao fogo mais alguns minutos para dourar.

Agora, basta servir e degustar essa maravilha :)

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AZBox e AZAmérica: quando vão voltar?

junho 28th, 2010

Não sei porque cargas d’água alguns paraquedistas estão caindo aqui pesquisando por este assunto. Nunca comentei nada a respeito do sistema Azamérica ou Azbox, que são receptores que quebram o protocolo de segurança do satélite da Telefónica. Ou melhor, quebravam, porque recentemente, acho que duas semanas antes da copa, uma das maiores operadoras de TV por satélite do país trocou seu sistema Nagra da versão II para o III, impedindo que os usuários destes sistemas captem o sinal de forma gratuita.

A pergunta é: Quando o AZBox ou AZAmérica vai voltar a funcionar?

Se eu conheço um pouco de tecnologia, a resposta é: nunca. Isso porque as empresas que transmitem canais por assinatura no Brasil perderam um bocado de dinheiro, ou melhor, deixaram de ganhar uma fatia do bolo quando entraram em cena estes receptores vindos do Paraguai e Uruguai que adentravam as fronteiras dando alguma grana pra técnicos no assunto. Uma vez que os assinantes estavam deixando de pagar suas assinaturas mensais, altas e abusivas ou não (não vou entrar no mérito), pra apenas arcar com os custos dos tais aparelhos mais o valor da instalação dos cabos, a medida era mais que prevista. E até demorou. Pelo que li em alguns foruns especializados, desde novembro do ano passado esta mudança estava pra acontecer.

Será possível quebrar o Nagra 3?

Eu acho que não. Mas hoje em dia quem duvida?

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Se você dirige assim, você merece falecer

junho 1st, 2010

Eu ando muito emputecido com o que vejo no trânsito. Sabe, não é uma ciência muito complexa você saber se portar no trânsito. Basta você andar direitinho, na sua pista, centralizando o carro, acelerando e freiando na medida. Concordo que a média do brasileiro é pequena e que o lance das marchas com a embreagem é meio difícil pra quem sabe apenas assinar o nome (com as digitais), mas existe uma linha tênue que separa a falta de conhecimento com a burrice. Alguém que apenas não frequentou o mobral de alguém que se cair de quatro, pasta.

E quando um ser humano desconhece ou ignora por completo essa barreira, temos resultados desastrosos que vemos diariamente nos noticiários policiais de acidentes.

Tenho visto MUITA, e quando falo muita eu não quero exagerar, uma das características que herdei de família. Não é uma figura de linguagem, é realmente uma multidão de motoristas vagando por aí fazendo merda até dizer chega.

E esse floreio todo é porque ainda sinto que não desprezei o suficiente o motorista brasileiro, aquele que sequer deveria ter nascido, quem dirá dizer que ele não deveria sob qualquer hipótese adquirir um veículo automotor. Então as palavars brotam da minha cabeça e eu quero continuar cagando em cima… zzzzzzz. Cansei.

Olha isso:

O cara (ou a guria) não se contentou em usar o carrinho de brinquedo que ganhou no Kinder Ovo; não se contentou em deixar o farolete aceso fazendo consumir a bateria que estimo ser a mesma de controle remoto de TV (dado o grandecíssimo porte do brinquedo). Ainda teve que ocupar DUAS vagas, quando na verdade era necessário apenas MEIA vaga do estacionamento do supermercado Angeloni em Florianópolis.

Porque não dá pra negar que não havia vagas e o carro que supostamente estaria ali estava no mesmo sentido, eu mesmo passei por várias e não precisei andar muito pra encontrar uma. Não dá pra dizer que o carro é grande.

Dá só pra constatar que uma AMEBA tenha feito isso. Sério, você merece morrer, prezado(a) motorista deste carro-de-plástico.

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Cini Gengibirra – O refrigerante do ano pela ABND

março 9th, 2010

A ABND, ou Associação Becher de Normas Degustativas, vem ao longo de 26 ininterruptos anos provando bebidas e comidas Brasil afora. Em cada pedaço da nação em que piso, além de afofar a terra eu procuro experimentar gostos, temperos, sabores… Há muito, mas muito tempo, fui apresentado às gasosas, o que muitos chamam de refrigerecos, quando elas ainda eram envasadas em garrafas tipo as de cerveja. Aqueles vasilhames realmente eram melhores, mas a evolução tecnológica e capitalista exigiu as pet, que pra mim nunca passou de um termo relacionado aos estabelecimentos onde levo minha cadela pra tomar banho.

Hoje estou em Curitiba com o escritório itinerante da Via Hospedagem. Volto amanhã, visita rápida pra servir de motorista pra minha mãe. E pra não ter que pagar 3 reais com cinquenta centavos numa simples água mineral no hotel onde estamos hospedados, procuramos uma loja do Mercadorama pra uns beliscos e água abundante. Verdade que quem visse um homem gordo e com aproximadamente 1 metro e 90 centímetros de muita gostosura sair com aquela sacolade a água mineral, de pronto diria que estava prestes a passar dois meses no Saara. Mas dentro de uma dessas sacolas havia algo que comprei pra experimentar: o refrigerante Cini Gengibirra, como o nome sugere, a base de gengibre.

“É bom pra garganta”, disse que a matriarca da família. Não estava afim de saber das qualidades medicinais dos 510 mililitros de água gaseificada e saborizada, apenas queria experimentar. Saber que essa genre marota paranaense estava produzindo por acá. Qual foi minha surpresa ao levar um gole deste precioso líquido às papilas gustativas? Muito FODA!

Só disse isso: é uma bebida FODA. Enquanto Dourado gritava CARALHO ostensivamente ao ver sua família na tela do BBB 10, eu pensava comigo: FODA.

No mesmo momento reuni a equipe técnica da ABND e, sabendo do gosto peculiar da nossa Diretora de Degustação de Bebidas à Base de Água e Gás, sabia que a resposta não poderia ser outra: diferente. Fez caras e bocas. Mas como confiar no paladar de alguém que não gosta de chimarrão?

Enfim. O refrigerante é muito bom. Não é nem muito doce, nem tem gosto de aspartame (não é light, já é um ponto forte). Não parece uma versão pobre econômica às marcas principais, porque além de não existir uma marca famosa produzindo algo parecido, não é uma empresa de quintal. O site da Cini nos leva a crer que suas bebidas são seriamente produzidas. Mas por via das dúvidas não vou experimentar nunca o New Cola, não quero quebrar o encanto.

Lembra no início da degustação o gengibre, mas não chega a ser enjoativo como aquelas balinhas vendidas na farmácia pra cantores de cabaré. O gosto final é de uma soda padrão e não deixa nenhum ranso na boca depois de beber. Não dá sede (acredite, os refrigerantes, que em tese têm intenção de matar a sede e “refrescar” em sua maior parte dão sede depois).

Segundo outros grandes postulantes à ABND @lenteaberta, @christiangump, @gomespr, @poperotico e @lidifaria, Gengibirra é uma “Instituição curitibana”.

Devo levar pra Floripa nesta quarta uma caixa pra degustação com amigos e parentes.

E lembre-se: beba Gengibirra. Obedeça sua curiosidade. Inventei agora. De nada, Hugo Cini.

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